Páginas

Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bebê mexendo na barriga da mamãe


Muitos mitos e lendas cercam uma gestação, entre as maiores dúvidas e anseios está tudo relacionado ao movimento do bebê ainda na barriguinha da sua mãe.

Eu demorei bastante para sentir os movimentos da Olívia, embora pelo ultrassom nós sempre soubemos que ela apresentava uma mobilidade excelente, que sempre nos indicou uma excelente vitalidade fetal.

A questão é que depois de algumas vezes que você se compara com outras gestantes (evite ao máximo) a insegurança começa a tomar conta da sua cabeça, ou será da sua barriga?

Com dezesseis semanas, eu tive consulta pré-natal e a minha obstetra, na época a Dr.ª Miriam, começou a me incentivar a sentir os movimentos da Olívia. Ela me dizia que pelo menos um "tremorzinho" eu deveria começar a sentir.

Como eu não sentia nada, ia dando uma inquietação. Lógico que as pessoas te perguntando o tempo todo ajuda no "Só meu bebê que não mexe?" Primeiro, que a pergunta deveria ser "Só eu que não sinto o meu bebê mexer?" Afinal, a movimentação fetal é um indicador da vitalidade. Seu bebê mexe, sim!

Quem mais me tranquilizou em relação ao "SOCORRO, NÃO SINTO NADA" foi a Dr.ª Patrícia Thomaz, isso a poderosa, maravilhosa e incrível dos ultrassons. Ela é ótima em acabar com esse monte de 'caraminholas' que o povo insiste em colocar na cabecinha das grávidas.

Eu lia em todos os livros, revistas e na internet que a partir da 15ª semana as mamães podiam começar a sentir seus filhotes, a obstetra dizia para eu me esforçar. Todo mundo perguntava. E eu? Nada! 

Foi então que a Dr.ª Pati disse que eu poderia tranquilamente aguardar até a semana 18, ou mesmo a semana 22, sem me culpar ou ficar ansiosa. Realmente! A Olívia fez seu primeiro grande movimento (que nós pudemos sentir, sem dúvidas) com 20 semanas de gestação. Já estava na metade da gravidez.

A gravidez é cercada de primeiras vezes. Futuras mamães não se importem em estar dentro dos padrões, cada bebê tem o seu tempo. Não compare seu bebê ao das outras mamães. Além do desenvolvimento ser diferente desde o ventre, muitas pessoas acabam mentindo por medo de serem julgadas ao dizer "Não, ainda não sinto o meu bebê mexendo", contribuindo para aumentar o folclore.

Você terá vários meses para que isso aconteça. Relaxa! Não confie em tudo que você lê. Mães do primeiro filho demoram mais? Mães mais novas sentem primeiro? Mães mais magras sentem antes? A lista de 'pitacos' é infinita...

A Olívia "demorou" a ter movimentos que pudessem ser percebidos. O Tiago e eu sentimos juntos, tem casos que só a mamãe sente e demora mais um pouco para que outras pessoas possam participar dos 'chutes'.

Quando chega na reta final da gestação, a partir da semana 36 a maioria dos locais que consulto e faço leituras indicam que os movimentos iam diminuir pela falta de espaço. Comigo foi completamente diferente! Pelo menos a sensação. Cada dia a Olívia mexe mais, eu sinto mais. Os movimentos são mais fortes e mais amplos.

A Olívia mexe quando ela quer, e não quando eu deito para dormir. Para mim, isso também foi outro mito. As vezes acontece, só que não é uma regra. Acho que minha postura influencia muito mais do que o horário, ou o que estou fazendo.

Por último, não dá para padronizar a sensação. Eu NUNCA tive qualquer incomodo com os movimentos da bebê. Lógico que sempre levo uns sustinhos, mas essa coisa de 'chutou' a bexiga, colocou os pés na minha costela, não consigo almoçar direito... Desconheço.

Dr.ª Tati (obstetra) e Dr.ª Paula (doula) pedem para que eu sempre monitore os movimentos da Olívia. Drª Tati diz que a cada seis horas, a Dr.ª Paula a cada quatro horas. Só uma vez, uma única vez, eu precisei comer alguma coisa doce e deitar sobre o lado esquerdo. Das outras vezes, a gente fala Olíviaaaaaa, e basta!

Para o ultrassom também, só uma vez eu comi chocolate antes do exame. Depois eu achei que não tinha nada a ver. Quando a Dr.ª Pati precisa ver alguma coisa que está escondida ela manipula a minha bariga ou dá umas batidinhas com o próprio aparelho, resolve. Se o objetivo for comer um doce sem culpa, vá em frente!! :-)

Seria tão mais gostoso se ao invés de nos compararmos, pudéssemos viver as diferenças como a maior qualidade que temos para atingir um crescimento pessoal e espiritual, né não?

Fiquem tranquilas, o que está na sua barriga é seu! As coisas para vocês vão acontecer, no tempo de vocês :-)








terça-feira, 30 de abril de 2013

Quanto custa um bem-nascido?

Não, eu não estou falando do bolinho versão maternidade do bem-casado. É de bebê mesmo. Para nascer um bebê, quanto custa?




A minha gestante inspiração é uma adolescente de quinze anos que teve sua filha por parto normal, com a maior naturalidade do universo. O parto foi realizado pelo médico plantonista, através do sistema único de saúde. Uma ida ao hospital, a internação e pronto! Esse é um dos bebês mais bem-nascidos que eu conheço.
Com o mínimo de recursos possíveis e toda a força da nossa natureza de reprodução, nasceu uma bebê linda e saudável. Será que algo pode ser mais perfeito do que isso?

Por outro lado, nós queremos nos cerca de cuidados e assim que uma mulher descobre que está grávida sua inocente cabecinha pensa que precisará organizar o orçamento para preparar o quartinho, o carrinho e comprar muitas fraldinhas. Certo? Errado! A futura mamãe, de primeira viagem, nem imagina quanto precisará desembolsar para o nascimento do seu bebê, se desejar ter um atendimento minimamente mais humano.

Com sorte, você terá um plano de saúde maravilhoso, um obstetra que lhe atenderá no pré-natal e no parto pelo seu convênio médico e sairá feliz e saltitante com o seu filho para a sua casa. Só que se você não se deparar quanto tantas facilidades, precisará de um pouco todo do seu salário para garantir a chegada do seu bebê. 

A mulher e seu parceiro irão decidir qual o melhor custo-benefício para a família e tentar adequar o que pretendem a dura realidade da vida. Mesmo tendo dois, d-o-i-s, DOIS, 2 (deu para entender?) planos de saúde, não foi uma, nem duas vezes que precisamos desembolsar para sermos atendidos com o mínimo de qualidade.

A gente pensa que é frescura, quando é o outro. Mas, qual será a sua reação ao se ver precisando de atendimento médico na enorme fila do pronto-atendimento? E quando não tiver ultrassom para a data que você necessita de avaliação? E se algum procedimento médico tiver que ser esperado por um tempo que para você não é viável?

A vidinha intrauterina é rápida e semanas fazem muita diferença no acompanhamento da saúde do seu filho. Lógico que em tese, toda criança vai nascer do jeito que tiver que ser, mas você vai confiar no acaso?

Logo na sua primeira consulta pré-natal, é capaz que você ouça seu querido ginecologista  dizer que ele te acompanhará durante os nove meses de gestação, porém para a presença e disponibilidade na a sala de parto, você terá que arcar com os honorários médicos. Você pode concordar ou não, mas é fato que os valores repassados pelos planos de saúde aos médicos são irrelevantes.

Durante a gestação da Olívia nos descobrimos que planos médicos servem para exames clínicos e consultas despretensiosas. Na hora da emergência, você vai ter que escolher entre partir pro particular ou aguardar. Planejamento é tudo. Quanto mais organizada e adiantada a futura mamãe for, mais poderá aproveitar o seu benefício.

Quanto ao reembolso que os convênios prometem, dê uma passada pelo 'reclame aqui' e tire suas próprias conclusões. Existem médicos que mesmo que não aceitem o seu convênio, de dão um desconto, outros cobram menos se você não 'precisar' do recibo.

Qualidade no atendimento, assistência médica, pontualidade, disponibilidade e cuidado vão custar muito mais do que o bercinho, viu mamãe? Antes de estar grávida eu achava  um absurdo tantas coisas, hoje eu entendo que tudo tem duas versões e muitas razões para ser do jeito que é.

Aqui na Baixada Santista ainda existem obstetras que não cobram para estar na sala de parto (só conheço uma!), mas os valores estão entre R$1500 e R$4500. Esses valores são negociados no início da gestação. Os pagamentos são bem distintos: parcelamento fixo durante a gestação, depois da semana 36, só depois do parto, em cheque, cartão de crédito, em dinheiro, por depósito bancário.

Uma das suas primeiras escolhas da sua gravidez vai ser: um médico que atenda o seu plano e não cobre pelo parto, um médico que atenda o seu plano e só cobre à parte a sala de parto, ou uma médica maravilhosa que te liga, manda sms e e-mail, sabe seu nome e tudo sobre você e seu bebê sem precisar ver na ficha, te atende sem limite de tempo e quantas vezes for preciso, esclarece suas dúvidas, resolve todas as suas pendências médicas, porém você paga a consulta e a sala de parto. E eu sou uma pessoa neutra e imparcial! kkk...

Como sempre, como minha mãe me ensinou, é a PRIORIDADE. Nós escolhemos economizar no enxoval, importados e frufrus para a Olívia. A nossa opinião é que essas coisas a gente pode dar a ela ao longo da vida e que esse momento a gente nunca mais poderá voltar e fazer diferente.

Ser justo consigo mesmo. O que você acredita ser o melhor para a sua gestação, vai ser sem dúvida o melhor para você, seu bebê e sua família. Não existe o certo, existe o que te faz feliz. Todas as formas de encarar esse momento vão nos levar a caminho parecidos, no final das contas só vai fazer diferença mesmo como você encarou cada uma das etapas.

Bem, até aqui eu só falei em obstetra, certo? Só que tem mais. 

No final da gestação seu obstetra provavelmente vai te indicar um pediatra. Lógico que toda mamãe deseja que os primeiros momentos do seu bebê seja com o médico que cuidará dele por anos a fio. Só que lógico que poderão existir vários contratempos, impossibilitando que isso aconteça.

O lado bom de ter o pediatra que você escolheu na sala de parto é que será muito mais eficiente o atendimento nas primeiras consultas. Se for um parto através de cesária, já deixe agendada uma consulta mais ou menos uma semana depois do nascimento do seu bebê. Parto normal, vai ter que arriscar e talvez acertar. Ou você está pensando que será só abrir o livrinho do plano de saúde e pedir uma consulta com o pediatra desejado para a mesma semana, desiste!

Os valores para pagar o pediatra particular para a sala de parto variam entre R$500 e R$1500 pelo que pesquisei até o momento. Nenhum dos que eu recebi indicação vão ao hospital que escolhemos para a Olívia nascer, então por enquanto nós vamos ser atendidos pelo pediatra plantonista da maternidade. Essa semana vamos a consulta com uma pediatra para pedirmos dicas para os primeiros cuidados com o recém-nascido.

A Dr.ª Tati já me disse que eu vou receber essas primeiras orientações no hospital. Só que como eu não fiz nenhuma preparação de mamãe, acho que vale a pena.

Ok, o obstetra vai cuidar do nascimento do bebê, o pediatra vai acompanhar o nascimento e iniciará os primeiros cuidados na sala de parto e depois no berçário, e você? Quem cuida? A doula.

Doula não tem jeito, plano de saúde não paga e nem reembolsa. Você vai ouvir "Qual a importância desse profissional no dia do parto?" eles até abrem um pedido na ouvidoria, mas sem sucesso. Também precisa ser particular, esse sem opção. 

Esse profissional eu não tenho muitos orçamentos e cada um deles trabalha de maneira diferente. Varia o número de encontros antes do parto e no pós-parto, alguns auxiliam na amamentação, outros só vão te encontrar no hospital. Calcule mais ou menos 30% do que custará o obstetra. Tem pediatra que trabalha assim também, nos 30% dos honorários médicos de obstetrícia. Perto de R$500 a R$1000 você investirá na doula. A Dr.ª Paula, parcela o pagamento e faz desconto no pacote, outras eu já não tenho certeza.

Para finalizar já que você perdeu a linha mesmo (kkk) e nem sabe o que é mais ir ao shopping gastar o salário numa tarde. Mentira que eu nunca fiz isso, é uma piada! Tem o armazenamento de células tronco. Respira fundo, que lá vem o campeão de preço!

A gente já tinha desistido, antes de tentar, sabe? Nós já tínhamos informações e queriamos muito. Só que os valores que eu tinha ouvido algumas mamães falando era em torno de R$ 4000 a R$ 5000. Pensa nesses cinco mais todos os mils que eu comentei nesse post, mais o enxoval,   mais os pugs, mais as contas do mês. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! Socorro. 

Do nada, como um grande presente, no finalzinho da gestação, chega o Tiago todo feliz dizendo que a empresa que ele trabalha tem parceria com um laboratório para o armazenamento de células tronco. Eu deixei de lado o meu achismo e fui atrás de informações, embora sempre achando que ia ser desconto de 2%.

Mais para frente voltamos nesse assunto, ok? O fato é que o laboratório é um dos melhores e mais conceituados, o desconto é enorme, a empresa está com uma promoção especial para o mês e existe muita facilidade para pagar. Até dez pagamentos e o valor menos da metade do que eu esperava. O sonho começou a se aproximar mais da realidade. 

Desse episódio eu tirei uma lição: a gente não deve se recusar a tentar. Por mais que você pense que algumas coisas estão distantes, é preciso se informar e se permitir estar aberto para as mudanças e novidades desse mundo.

Enfim, ainda estamos pensando em cada um desses itens. Seria ótimo poder ter uma máquina do tempo e descobrir quais dos serviços seriam necessários e quais você poderia descartar, mas não é assim. Independente de como você espera seu bebê, essas questões todas vão esbarrar no seu dia-a-dia de gestante. Espero que você possa fazer o melhor para o seu filhote, dentro das suas possibilidades e que vocês sejam muito felizes.



"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais".
Carlos Drummond de Andrade














quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mala maternidade - mamãe

O que levar na mala de maternidade para a Mamãe?


A 34ª semana está ai e já estamos com quase tudo organizado para os dias que estaremos na maternidade. A 36ª semana, início do 9º mês, é o prazo máximo para estar tudo lavado, passado, dobrado, separado e pronto para que a qualquer momento sejam usados. Durante essa semana com a total ajuda da minha mãe comecei a preparar nossa mala.

Vamos falar sobre  o que a mamãe precisa levar a maternidade?




O hospital fornece uma lista básica e não há muita diferença entre os itens solicitados. Eu tenho certeza que não vou usar nem metade do que estou levando. Deve dar tempo de tomar um banho básico e escovar os dentes, concordam? :-) 

Mês passado eu vi uma grávida escolhendo três livros para levar a maternidade. Juro que fiquei me perguntando que só um ser de muita luz e elevação espiritual, conseguiria ler três livros em tão pouco tempo, com tantas coisas para pensar e viver.



LISTA - MATERNIDADE - MAMÃE:



Documentos básicos - RG, carteira dos convênios de saúde, certidão de casamento e cartão pré-natal que tem todas as informações necessárias.

Pasta com os exames e avaliações médicas A orientação é levar apenas os últimos, mas como estão todos juntos e na mesma pasta vou levar todos. Na minha pasta tem os meus últimos exames antes de estar grávida e os realizados durante o pré-natal. Sem falar que a minha obstetra terá uma cópia de cada um deles, por solicitação dela. A pasta anda sempre comigo há tantos meses: não custa levar.

Pijamas - Comprei três da marca sonhart de calça comprida e manga longa. Conforto total! Dois são normais e apenas um tem a abertura frontal total. O que importa é serem peças de fácil manejo para a amamentação.
Não tenho "classe" para ficar de: camisola, shortinho, blusa de alcinha fina, hobbies e nem de penhoar. Pijamão mesmo, bem enorme. Também sei que seriam mais elegante os tecidos fluídos, lisos e de cores sóbrias. Só que eu vou usar algodão e estampa. Cada um segue seu estilo! Pior do que eu ver uma foto daqui a dez anos e me achar muito infantil, será vestir uma coisa que não combine comigo. Sem falar que todos são da coleção inverno 2012 que tem como tema ESCOLA, super coincidência.

Roupa íntima - Seis ou sete calcinhas divididas em: grandes (tipo sunquini), enormes (até o umbiguinho, pura sensualidade) e gigantes (pseudo cintas). Sutiãs de amamentação, vou levar cinco.  A maioria das lingeries são da Demillus, tenho mão de vaquisse aguda de comprar peças tão "lindas" como as de gestante de marcas caras. É esperado que muitas peças não sejam usadas na maternidade, mas quase não ocupa espaço na mala.

Chinelo de quarto - Também da marca sonhart, comprei combinando com uma das estampas e que não ficasse tão feio com os outros dois pijamas.

Chinelo de borracha - Havaianas básica.

Absorvente noturno x Absorvente pós-parto - Conversando com a obstetra ela indicou o uso do absorvente pós-parto apenas para o primeiro, no máximo segundo dia. Depois um noturno está de bom tamanho. Com o passar do tempo volta-se a usar os tradicionais e depois até os protetores diários apenas por segurança. Então? Compre da marca que costuma usar, um pacote de cada e vá repondo de acordo com a sua necessidade.

Creme protetor para os seios - A Obstetra é contra qualquer preparação antecipada dos seios: concha, pomada, bucha e tudo mais, segue a máxima "somos mamíferos". Na minha bolsa está indo um amostra grátis que ganhei da obstetra Drª Miriam. Rende muito e são super espessas. Lanolina pura.

Escova , creme, enxaguante e fio dental - Encontrei no supermercado um kit de miniaturas dos quatros produtos da marca Colgate, ainda vem numa bolsinha com fechamento, de plástico e transparente. Perfeito!


Shampoo e condicionador

Sabonete

Creme de pentear

Elástico de cabelo

Pente ou Escova de cabelo

Absorvente para os seios

Hidratante para o corpo

Desodorante

Touca para banho


Toalha de banho


Maquiagem


DICA: Durante todos os meses da gravidez eu fui deixando separado todas as miniaturas de produtos de higiene pessoal (que uso diariamente, lógico) que iam chegando até a minhas mãos. Pensando já em economizar: espaço, volume e levar o mínimo necessário para o hospital. Deu super certo! Minha bolsa ficou pequenininha e bem leve. No máximo vou usar cada produto uma ou duas vezes. Algumas coisas vão ficar por lá mesmo :-) O que não consegui ou não tinha uma versão menor coloquei em outras embalagens (vazias, limpas e secas). Várias marcas fazem um kit "vivência" com vários produtos de uma mesma linha, são maiores que uma mostra grátis e menores que o original. Excelente para viagens e dias fora de casa.


ATUALIZANDO: Hoje minha mãe foi a uma loja de cosméticos e comprou um kit bem simples com embalagens para viagem e espelho. Já enchi os potinhos com os meus produtos e já foi tudo para a mala. Também comprou uma escova para cabelos pequenininha :-) Obrigada, mãe.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mil coisas

Isso não é um desabafo, uma chacota e nem mesmo uma indireta.

Quando eu escrevo nesse blog 80% das coisas é para eu mesma ler daqui uns dias, meses ou anos.
Essa imagem hoje foi tão esclarecedora. Embora de cabeça para baixo, essa placa de trânsito é "dê a preferência".

Lá pelo quinto ou sexto mês eu comecei a me sentir grávida, tem horas que eu ainda esqueço. Sim, eu esqueço! Mas no meio do segundo trimestre, por melhor que a gestante esteja já começamos a não ter 100% de energia e vitalidade.

Tem dias que estamos incríveis e outros que uma certa moleza é inevitável. Foi exatamente nessa época que eu comecei a ter alguns conflitos pessoais. Coisas minhas! Eu não acreditava no inconsciente coletivo de "grávida é folgada e só faz corpo mole" e ainda na tendência de só serem bem tratadas a grávida problemáticas. Isso é tão contraditório!

Tudo que vou escrever não serve para nada além de me fazer lembrar sempre do que eu não quero esquecer. Eu não me permito esquecer, para não fazer com os outros!

É muito raro ver pessoas que sedem o lugar no ônibus, se oferecem para carregar as coisas para o outro, ajudam a atravessar a rua e entendem que a preferência não é folga e privilégio: é necessidade.

Não e raro que aquela mulher que acabou de descobrir que está grávida precise de muito mais privilégio do que a está com um barrigão de nove meses. Custa ser um pouco complacente com a situação do outro? Mas, não adianta fazer xingando, tem que ser de verdade.

Tenho uma amiga querida que tem a metade do tempo de gestação que eu, no último dia que fui ao trabalho, ela estava com muita cólica, chorando e as pessoas até se preocupam, mas com muita frieza "melhorou?" todo mundo pergunta, fazer alguma coisa realmente por ela, NADA!

Eu fui na sala dela, arrumei as coisas para ela, organizei a bolsa e o armário. Fiquei do lado dela. Prestei atenção quando ela foi ao banheiro sozinha. Levei todas as nossas coisas para o carro, cuidei para ela descer o degrau, não escorregar nas poças. Naquele momento, ela precisava mais do que eu. Tinham várias pessoas na escola, mas ninguém vai para a ação.

Uma grávida ajudando a outra grávida. Dois bebês na barriga! Um com quatro meses e o outro com oito, depois de uma dia de trabalho. E a nação, estava fazendo o que? Olhando, lógico. No máximo olhando com boa intenção, mas a intenção mesmo. 

Para as minhas poucas amigas do trabalho eu sempre digo que ninguém enxerga além de si e sua família. Se é a sua filha que está chorando... é uma reação, se é outra pessoa... "Tô nem ai!" Se uma familiar meu liga no meu celular e diz que entrou uma farpa no dedo, eu movo o mundo, se é a mãe de alguém, problema dela, é frescura!

Nós não nos enxergamos enquanto humanos! É bem cada um defendendo o seu e no máximo "os de casa".

É lógico que quem eu mais amo, sempre vai ser prioridade na minha vida, mas não custa nada me colocar no lugar do outro. O que é mais chocante é que muitas vezes pessoas que já passaram pela mesma situação que você está vivendo ignoram, como se fossem completamente alheias ao que você está sentindo.

Assim que uma amiga muito querida engravidou, ela me ligou se desculpando por tudo que não tinha feito por mim no primeiro trimestre, e pelo favores que ela me pediu além do que era a minha função no trabalho. Coisa mais linda! Eu expliquei para ela que para mim não foi esforço nenhum, que eu não passei pelos mesmos sintomas que ela teve. Que não precisava se desculpar, de jeito nenhum! 

Eu espero ter essa grandeza da minha querida. Que quando eu não possa ser cortês e gentil na hora, a vida possa me colocar em situações que em pouco tempo eu possa  voltar e rever a situação, tendo tempo para acertar. 

Quantas mulheres do meu dia-a-dia, que são mães, me soltaram piadinhas: "Quantos pré-natal você faz por mês?", "Precisa de tanta ultrassom?", "Vai comer de novo?", "Toda hora no banheiro?" sem falar que os olhares, as vezes, são muito mais corrosivos e hostis do que qualquer grosseria. 

Eu antes de ficar grávida, não sabia como era gestar e acredito que ainda não vou saber de muitas coisas por qual passam gestantes que tem certas complicações e uma saúde mais frágil. Só que é inaceitável que daqui a dois anos eu esteja tendo um comportamento tão rude com qualquer outra futura mamãe que cruzar o meu caminho. Como se eu esquecesse que ir ao banheiro toda hora, não é fazer corpo mole, é necessidade.

Que memória curta nós temos, né? É tão fácil ser compreensivo, mas só quando interessa.

Se eu estiver num lugar público, fila ou qualquer situação desconfortável e chegar uma pessoa em condições de maior prioridade do que eu, vou levantar. Vou ceder o lugar! Sem cara feia, sem fingir que estou dormindo, que não vi a pessoa chegar. E mesmo que tiver um adolescente olhando para a lua para não ter que deixar de ter o seu conforto, eu não vou me irritar com ele e nem falar gracinha. Eu acredito que um dia esses corações gelados serão cotados.

De um tempo para cá, tenho evitado algumas situações de aglomeração e tenho me dado o direito de prioridade, principalmente quando vou me colocar numa situação de risco. 

Eu já tive em duas situações consideradas preferencial: agora na gestação e quando eu machuquei o pé que fiquei por uns dias sem andar. Ambas as situações são ignoradas pela sociedade. Imagino como deve ser difícil ser idoso, deficiente físico grave ou mental severo. 

Gentileza parece que não existe mais, principalmente as que você não ganha nada em troca.

Agora o que é mais complicado é isso: ao mesmo tempo que todo mundo olha torto para a gestante, se a gestante for pobremática... ai sim fica tudo bem.

É bem assim: Se você está bichada, doente, com complicações na gestação e com o bebê, sofrendo, ferrada, esfolada, pobre, miserável, sem enxoval, desempregada (deu para entender?) todas as pessoas são carinhosas, fazem de tudo, ficam ao seu lado, te protegem... são ligações, visitas e aquela bajulação de "coitadinha". "Vamos passar por tudo juntos". 

Agora experimenta ser saudável, trabalhar, ter tudo em ordem, programado e planejado... Colega, você é odiada... é sério. Começam a surgir verdadeiros motins contra você. Como assim, Jesus? Quem explica isso? Não dá para entender. 

Não me sinto e nem sou melhor do que ninguém, pelo contrário vivo me retalhando. Só que já desisti de racionalizar essas coisas. Eu tenho uma super amiga que acabou de comprar um apartamento incrível, dos sonhos. Maravilhoso, fruto de muito trabalho. Eu comprei presentinho, fui na casa dela, fiquei tão orgulhosa de ver que pessoas honestas também podem vencer na vida... só que isso não é o padrão.

É muito mais fácil o "povo" se compadecer com a miséria de um colega que está na lama, para ser despejado de casa, do que sentir-se realmente feliz e celebrar a conquista, a alegria e o que deu certo. Eu estou louca, ou é isso mesmo? Gente honesta, esforçada e que com muita luta vence na vida, não tem vez! 

Se a pessoa está de cama, em fase terminal, dependendo de um milagre para passar a cada dia é a a maior mobilização de todo mundo. Se você é saudável, dane-se? Como assim? Que sentimento é esse? Lógico que temos que ser solidários, ajudar o outro e buscarmos o melhor não só para nós. Eu entendo e fico muito feliz com a comunhão dos problemas, da dor, das doenças, dos desgostos. Só que a comunhão da alegria não existe, não fora da sua casa.

Hoje é o aniversário do meu marido e a formatura do meu primo Bruno. Duas coisas muito importantes. Mas, eu tenho certeza que muito menos "importante" para alguns do que se os dois tivessem em uma situação de desgraçaAi, eu não sei se estou me fazendo clara. Mas, a quantidade de pessoas que vão parabenizar meu primo pela sua formatura é infinitamente menor do que as que estariam do lado dele em qualquer atitude adversa. Entende?
Eu mesmo tenho para mim que os grandes amigos são aqueles que ficam ao nosso lado nos momentos de alegria e conquista. Não vá confundir com os interesseiros. Mas, ter alguém que seja capaz de partilhar da sua alegria, de verdade, com coração aberto é muito mais raro, do que quem faça um bingo beneficente se você estiver doente. Vai entender!

Desde que eu comecei a ter coragem de dizer que eu estava grávida QUASE NINGUÉM perguntava se eu estava bem, se eu estava feliz. Era só pergunta sobre dor, desconforto, vômito, preocupações futuras, problemas, aborto. Páááááááára, Brasil! Não é possível que a gente nasce para isso. 

Me deixa ainda mais intrigada as pessoas que vivem em situações desfavoráveis só para ter atenção. Inventam problemas para estarem na "mídia". Eu não critico não, sabe que parece que esse é o jeito mais fácil de ser amado. De sobreviver! Escolha andar na linha e estará sozinho, ou com apenas os poucos queridos.

Eu sempre penso sobre isso, lembro que na época da faculdade a minha turma passou um semestre boicotando as atividades do professor mais bonzinho. Os que iam deixar de DP, que gritavam, se estressavam a  gente fazia tudo. O único totalmente equilibrado e tranquilo só era "enrolado". Até que quase no final do semestre ele nos perguntou a quem estavamos enganando e que ele não ia mais fingir que não estava percebendo o nosso "jeitinho" de resolver o problema e muito menos se obrigar a agir como os outros professores para entrar na lista das prioridades.

O que eu aprendi na disciplina dele, enquanto conteúdo, nunca vai superar essa aprendizagem, foi uma lição de vida. Será da nossa natureza bajular os doidos, privilegiar os piores e nos encantarmos com as desgraceiras?

Vai, concorde comigo! 

Se você tem dois irmãos: um compreensivo e outro barraqueiro fulerento - Para quem você alivia?

Entre sua mãe e sua sogra: uma louca e a outra equilibrada - Na casa de quem você ceia no Natal?

Duas amigas, dois filhos, dois chefes: um fofo, educado, bonzinho e o outro arrogante, prepotente, carente - Quem você privilegia?  

Entenderam onde quero chegar, né? O meu professor da faculdade sempre ia entender, como ele era mais compreensivo, flexível e do bem. A gente fazia tudo para os amargos e nada para o mais doce.

Teve um dia que eu encontrei minha mãe e brincando disse que ia começar a concordar com todo mundo. "Nathália, está enjoando muito? Engordou muito? Está sentindo muita cólica?" Eu já estava pensando em responder que sim! Mas, eu consegui! Músiquinha da vitória para mim. Continuei humildemente dizendo. "Não, está tudo bem!" O problema é que depois vem os comentários piores ainda. É nessa hora que dá vontade de mentir e dizer que está péssima. Resolve. A pessoa fica feliz! Sério. É um absurdo, mas é verdade.

Bem, Garças a Deus, eu escrevi esse post apenas para mim mesma. Quero ler isso daqui um tempo e poder lembrar desses detalhes quando for tratar o outro! Eu só posso agradecer por cada dia da minha gestação e pelas pessoas incríveis que eu tive e tenho ao meu lado.

Sem ressentimentos, sem mágoas e com muita vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Ainda mais agora que vou acabar influenciando diretamente um ser humano. 

Hoje meus agradecimentos vão especialmente a minha família e para as meninas queridas. Todas em extinção:
  • Adriana Ávila
  • Andréa Hungria
  • Carina Menezes
  • Grace Kelly
  • Glauce Beltrão
  • Andreia Guiraldella
  • Nancy Blumenfeld
  • Kélcia Seidel 
  • Natália Namora
Cada uma de vocês me fez acreditar, por algum momento que pessoas incríveis ainda existem!

sábado, 16 de março de 2013

Mudança de obstetra

O pré-natal é algo muito importante para todas as mamães e bebês. É através dele que podemos ter maiores chances de gerar um bebê saudável e também nos cuidarmos melhor.

Durante os nove meses, a cada mês, vamos ao nosso obstetra para passarmos por procedimentos que são mais ou menos padrão. 

Esses últimos dias foram de muitas mudanças, todas para melhor. As coisas continuam caminhando para a tranquilidade. Tudo certo e dentro do que é esperado.

Depois de muitos pensamentos, trocamos de obstetra. Isso dá um friozinho na barriga (nesse caso, bem na barriga mesmo). 

Eu tenho muito carinho e gratidão pela Dra. Miriam Moura Barreto, que me acompanhou durante os seis primeiros meses de gestação, só que eu precisei de atendimentos e informações adicionais ao dia do pré-natal e acabei conhecendo a Dra. Tatiana Barbosa.

Desde 01.03. 2013, com 28 semanas de gestação estou de ginecologista e obstetra nova.

Essa "pequena mudança" fez com que tudo precisasse ser reorganizado. Mudou o hospital que a Olívia vai nascer, mudou o atendimento, mudou a relação com o médico, mudaram os procedimentos.  

Estou sendo muito bem assistida e isso me deixa mais tranquila. Tenho me sentido ainda mais pronta para começar os dois últimos meses. Ter alguém que te apoie integralmente facilita muito.

São coisas pequenas, mas que fazem diferença nessa fase final. 

A Dra. Tatiana vê o resultado dos meus exames via internet assim que eles ficam prontos, troca sms comigo sempre que necessário, me envia procedimentos a serem realizados entre um pré-natal e outro, marca exames para mim (sério!) e me liga para resolvermos detalhes.

Lógico que isso, é quando temos necessidade e alguma coisa para ser resolvida.

Até o segundo trimestre, as consultas uma vez por mês bastavam. Mas, quando a gente se aproxima do nascimento começam a surgir pequenos detalhes, incômodos leves, repetição de exames, dúvidas e tudo isso demanda tempo e dedicação.

Óbvio que isso tem um preço, mas é bem menos do que a gente gasta com um monte de coisas supérfluas. 

Ser paciente da Dra. Tatiana é um investimento e não um gasto qualquer. Tenho certeza que você, mulher ou futura mamãe que nunca se identificou com nenhuma ginecologista e sofre a cada ano quando pensa em passar em um... deveria ao menos uma vez ao consultório da Dra. Tatiana. 

Agradeço a indicação da minha amiga Carina, que acabou também influenciando outra amiga minha, a Grace! Eu então pude chegar aos cuidados desse anjo disfarçado de médica.

Ficou interessada? Liga lá, o nome da secretária é Lúcia (13) 3235-9758. O consultório dela fica no mesmo prédio da Saudimagem. Super prático! Tudo no mesmo lugar. 

Fiquei insegura com a mudança, mas agora estou nas nuvens :-) 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Art & Fraldas - Dicas para chá de bebê


Olá, mãezinhas em busca de ideias para o chá de fraldas ou chá de bebês de seus filhotes! Hoje mais uma super dica para inovar e deixar a primeira festinha do seu bebê ainda mais animada e personalizada.



Quadriciclo de fraldas com bichinho de pelúcia, cueiro, copo e toalhinha.
Tamanho das fraldas e cor dos laços a escolha.Cores disponíveis: verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.






Carrinho de fraldas, cobertor e cueiro.
Tamanho das fraldas e cor dos laços a escolha.
Cores disponíveis: verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.




Bolo com 2, 3 ou 4 andares, ideal para chá de bebê, tamanho das fraldas e cor das fitas à escolha.
Com diversos opcionais para compor: sabonete liquido ou em barra, shampoo, condicionador e bichinho de pelúcia.
Cores disponíveis: marrom com verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.




Guirlanda para chá de bebê, tamanho das fraldas e cor dos laços a escolha.
Cores disponíveis: verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.







Moto de fraldas, cueiros, copo e toalhinha.
Tamanho das fraldas e cor dos laços a escolha.
Cores disponíveis: verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.





Cegonha para decoração.
Composta por fraldas e cueiro.
Tamanho das fraldas e cor dos laços a escolha.
Cores disponíveis: verde, azul, amarelo, rosa, lilás e amarelo.




Pois é, e se já não bastassem tantas fofuras, ainda oferecem materiais gráficos lindos, como esses convitinhos super originais.






Gostaram?

Para mais informações: artfraldas@hotmail.com ou (11) 98355-5605

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O segundo trimestre já acabou!




O primeiro trimestre foi um período de muitas alegrias e descobertas, só que nada se compara a tranquilidade do segundo trimestre. São muitas conquistas: o feto se torna muito mais desenvolvido, a barriga começa a crescer, os pequenos incômodos vão embora e você passa a se sentir muito grávida.

As grandes etapas acontecem nessa fase e a futura mamãe aproveita a vida com uma paz imensa. Muitos chamam essa etapa de lua-de-mel da gravidez e, eu tenho que concordar que realmente é excelente.

Eu consegui passar mais esse período sem engordar, fazendo substituições mais saudáveis sem deixar de me alimentar muito bem. O calor acabou atrapalhando em alguns dias, mas nada que fosse realmente preocupante.

Eu dirigi quando foi preciso sem sentir incomodo, estive alguns dias de férias e comecei a me envolver bastante com vários assuntos relacionados a bebê. 

O meu segundo trimestre foi do dia 19 de dezembro a 19 de fevereiro. 

4º mês - 19 de novembro a 19 de dezembro
5º mês - 19 de dezembro a 19 de janeiro

6º mês - 19 de janeiro a 19 de fevereiro

Eu nesse período fiz tudo direitinho, tomei vacinas, fiz a administração correta das vitaminas e do óleo de pescado (pavor!) e me cuidei bastante. Estou aos poucos até conseguindo beber mais água.

Eu precisei passar pelo hospital apenas uma vez da descoberta da gravidez até o dia de hoje. Eu desidratei e acabei precisando de soro. A minha fragilidade são as altas temperaturas. Outra coisa que me fez sentir um pouco mais frágil foi a necessidade de me alimentar em intervalos curtos.

Não tinha muita opção, tive que me alimentar com diversas porções o dia todo. Tiveram duas semanas que foram mais complicadas. Uma eu queria sair nadando num mar de doces, me apetite era só para as besteiras. Lógico que eu resisti. Não só por causa da Olívia, por mim mesmo. 

Na semana seguinte meu apetite ficou feroz  Foi no final de janeiro. Eu queria comer tudo, o tempo todo. Com a ajuda da minha mãe comia de duas em duas horas. Sempre escolhendo bem o que seria ingerido. Nessa fase eu tomei bastante iogurte de cereais e colocava linhaça. Também as bolachinhas de água e sal foram grandes aliadas.

Ainda bem que durou pouco. Voltei ao normal. Voltei a trabalhar.

Bem, voltar a trabalhar foi uma coisa que ficou nos meus pensamentos dias antes da volta às aulas. Eu pensei que não fosse dar conta de tantas aulas seguidas, de dar atenção e ter paciência com as crianças. Até que não foi tão ruim como eu pensava. Só que está longe de ser como era no primeiro trimestre.

Agora eu tenho mais sede, mais necessidade de me alimentar de 3h em 3h, me sinto um pouco menos ágil, evito ao máximo carregar materiais, tenho mais vontade de ir ao banheiro, sinto bastante calor e infelizmente não sou tão forte como eu queria ser.

Nos últimos dias desse 2\3 de gravidez meus pés incharam. Mas, voltaram ao normal. eu sou bem otimista e ainda não desisti de trabalhar até quando não for um sacrifício. Tenho a ajuda de amigas queridas no trabalho. Isso é fundamental.

As crianças são sempre engraçadas. Elas me perguntaram se eu estava grávida de novo, se era outro bebê, perguntam se eu to gravida toda hora, alguns querem me abraçar toda hora. 

A Olívia no começo ficava mais parada, agora já se movimenta durante o dia todo, mas isso não me incomoda. Ela parece ser bem calminha, vamos ver!

Tem vezes que eu estou distraída e de repente vem uma criança correndo, fico com medo que elas me machuquem, na maioria das vezes eles só querem me contar dos bebês que nasceram em suas famílias e das pessoas que conhecem que estão grávidas. A pergunta: Como é que faz para ficar grávida? É a campeã de todos os dias.

Eu acho que tudo isso está sendo muito importante para eu aprender a como me portar com uma gestante, tentar ajudar e ser útil com as mulheres que cruzarem a minha vida nesse estado gravidístico.

Agora, vocês entendem o motivo do meu sumiço do blog, né? Muitas coisas para fazer, muito trabalho, a minha família querida e a necessidade de me organizar muito durante a semana para não desistir de colocar a saúde em primeiro lugar.

Os finais de semana tem passado cada vez mais de pressa. Tenho muitas coisas da Olívia para dividir com vocês.

O que está sendo mais sofrido é não poder carregar meus puguinhos no colo. Eles me pedem, eu quero, mas sei que não posso. :( Tudo bem, logo vou poder voltar a receber e dar carinho para eles, sem me preocupar.

Obrigada a todos que me escreveram, que sentiram falta de posts novos e que me mandaram recadinhos preocupados pela minha ausência da internet. Estamos ótimas e bem felizes, é que fazer um suco natural me toma muito mais tempo do que tomar nescau, abrir a caixinha de suco ou a lata de refrigerante.

Marido e mamãe são um dos principais meios que encontro para seguir bem durante a gravidez. 

Já estou no início do terceiro trimestre, última fase da gravidez, em maio a Olívia já estará entre nós. Nada é tão simples como antes, então, vamos à luta!