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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mais um ano letivo. Venha 2013!

Para alguns o ano letivo de 2013 já começou, mas para a maioria amanhã é o grande dia! Mais uma chance. Um recomeço. Uma oportunidade. Um descanso para as mamães. Uma trabalheira para os professores. Para todos um recomeço!

Desejo um ano excelente a todos os meus alunos e aos colegas professores. Coragem para a mudança, minha gente. A educação é a razão de continuarmos tentando a cada dia promover a qualidade de vida. Se tudo é tão difícil, só pela educação que ainda acredito na transformação.

Tem gente que está indo pela primeira vez a escola, outros retornando aos semestres da faculdade... força e muita determinação para todos nós. Sem um pouco de ousadia a gente não vai a lugar nenhum.

Esse ano não vou trabalhar tanto quanto estou acostumada. Talvez eu trabalhe muito mais do que pensei ser possível: na profissão tão intensa de ser mãe. Começo com as crianças amanhã e pretendo ir até o começo de maio. Depois retorno no finalzinho do ano. Logo será janeiro, novamente, férias. Talvez recesso, não sei como as escolas vão se organizar na época da Copa.

É esperado que já indo para o sexto mês (quando voltarmos do carnaval, só faltará um dia para o sexto mês) eu tenha um pouco de dificuldade em ser uma professora ativa, dedicada e totalmente entregue ao trabalho, mas com a ajuda das minhas amigas queridas tudo fica mais fácil.

Quanto mais tempo eu demorar para sair de licença gestante, mais tempo eu vou poder ficar com a Olívia. Espero poder estar tão bem como agora e aguentar firme. O começo da gravidez, onde tudo é mais delicado eu tirei de letra. Não tive nenhuma dificuldade em trabalhar durante o primeiro trimestre. Graças a Deus!

Passei um bom tempo vendo todas as fotinhas que tenho todos trabalhos do alunos, durante o ano passado. É tão bom ver que mesmo tão desgastante, os frutos são tão criativos e agradáveis de relembrar. 

Bom ano!



















quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Material - ARTE - Parte 2

Já leu a primeira parte do post, aqui?


(Continuando...)







A massinha é uma querida das crianças também. Eu uso muito. É um importante meio de fazer surgir o tridimensional "naturalmente". Com o uso frequente e direcionado a criança vai deixar aqueles bonecos magrelos (colados na mesa), para criar esculturas mais elaboradas. O volume é muito mais fácil para eles com o uso regular de massa para modelar e argila. Como argila faz muita sujeira, a massinha é melhor para dar para os bem pequenos. A maioria das massinhas agora são soft, essa bem mais mole, porém eles colocam na boca, comem e pedem mais. Alguns fabricantes estão investindo nas massas a base de amido (oi, maizena!) assim não tem TANTO problema se ao piscar você perceber o pequeno se deliciando com a massinha rosa chiclete.




Uma versão mais econômica é a massa de uma cor só, que vem no potão. eu compro para mim. Sim, eu gosto de massinha. Minha mãe sempre deixou e eu mantive o hábito. Sempre inventava um jeito de enfiar uma na lista de material todos os anos. Meus alunos usam uma cor por vez. Eu não dou várias cores. Se for as de palito, junto dois ou três, essa do potão dou um pedaço maior. Eles pegam no pote de sorvete uma bola de massinha e um palito de sorvete. Depois me devolvem do mesmo jeito. Dura mais de um mês, bem fechadinha, a soft. Aquela dura tradicional, não tem muito jeito, não!



Esse ano, durante alguns meses, eu tive um aluno num grau de deficiência mental severa. O lindinho tinha oito anos. Ele tinha pavor de massinha. Não colocava a mão por nada. Sabe o motivo? Como ele não acompanhava o ritmo das outras crianças, sempre sobrava uma massinha na mão dele. Resultado, ele pegou trauma. Nossa, esse menino me ensinou tanto. Pena que voltou para a sua cidade natal :-( 





























As aquarelas são uma delícia. Tem jeito mais fofo de permitir a criança perceber as transparências e as misturas sutis das cores? Não! Esse kit da faber-castell é lindo. Um estojinho super fofo. Eu levo meus materiais para os alunos verem, faço como se fosse um teatro. Mostro tudo e para que serve cada uma das coisas. Imito a voz da aquarela. Eles adoram! Até o quinto ano eles ainda se amarram na fantasia, mesmo negando.









Esse estojo da faber-castell vira lama nas mãos de alguns anjos. Mesmo ensinando a usar, os pequeninos vão ter dificuldade. Então, que tal, os lápis de cor aquarelável? Eu gosto. Acho mais prático para as crianças. Como iniciação é válido. Esse lápis aquarela as 12 cores bastam. Vem um pincelzinho bem meia boca. Dá para improvisar, mas descabela fácil.







Tinta guache eu prefiro as marcas: faber-castell, tilibra ou acrilex. Faz muita diferença, viu? Quem usa quer ver a cor. Se não pintar eles vão gastar o tubo todinho. Muitas guaches são feitas de materiais não-atóxico, tem alguns que até se a criança comer, não tem problema. Percebam minha insistência na palavra "comer". A parte boa é que é totalmente lavável. Suja tão fácil como limpamos. 






A pintura pode ser feita com os dedos (vezes ou outra com a mão e o braço) ou com pincel. Tinta no pé faz muita sujeira, mas é tão gostoso para eles. É importante deixar a criança sujar e ficas suja um pouco também. Essa nossa mania de limpeza torna as crianças tão chatas. Tem alunos que parecem que vão entrar em parafusos quando sujam a roupa ou alguma parte do corpo. Irrita! Tudo bem educar a criança para ter higiene, mas vamos exagerar, não! O pincel pode ser esse pinctore tigre, número 10. 






Ano passado a prefeitura de Bertioga elegeu essa tinta guache da Acrilex para o 3º e 5º ano.  Maravilhoso. Vem mais e colocando em copinhos de gelatina dura uma eternidade. Afinal, eles acabam misturando tudinho. Sem falar na praticidade do bico dosador. Melhor guache que existe. Bem pigmentado, sem odor, homogênea e ótima para usar.






A tesourinha é a mundial. Desde que eu sou criança. A ponta arredonda evita acidentes. Não esqueça de conversar com a criança sobre a diferença entre cortar e rasgar. Antes do cortar, vem o rasgar. Não precisa pular etapas. Não esqueça de avisar que essa tesourinha só é amiga do papel. Só gosta de cortar papel. A sua cortina ou tapete pode ser uma tentação. Não compre nenhuma outra. As tesouras de outras marcas quebram e machucam a mão das crianças. Essa vai durar a vida toda. Não deixe seu filho querer a do Ben 10 ou da Barbie. Querer ele até pode, mas não compre, por questão de segurança.




Por último, a cola branca líquida. As embalagens maiores são mais econômicas. Aquele tubo grande da tenaz ou cascorez são inigualáveis. Mas aquela tampa tradicional não é nada prática: vaza na mochila, entope e nunca está pronta para usar. Esse estilo de embalagem é um sucesso, com ela é possível controlar o fluxo de cola, dosar a quantidade a ser usada e aplicar em áreas específicas. Meu conselho é comprar uma cola desse jeito, independente da marca (essa acrilex quebra um galho) e encher com as tradicionais tenaz e cascorez.  






Quando for possível usar a cola bastão, facilita muito. Quando eu vi crianças de 4 e 5 anos fazendo bandeirinhas de festa junina, achei tão fofo. Super autonomia. Dois seguravam o barbante e os outros colavam com a cola bastão. Tudo bem que eles esfregam a cola com força e ainda não tem muito controle, mas é uma mão na roda. Pode ser acrilex, radex, prit, tilibra ou faber-castell. Algumas não colam, não adianta economizar. É jogar dinheiro fora.








terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Material - ARTE - Parte 1

Esse post está um pouquinho atrasado, talvez há uns dias atras dava tempo de ajudar mais as mamães na compra do material escolar. Para mim, todos esses produtos que vou 'resenhar' são incríveis e servem para dar a criança de todas as idades. Sim, dar de presente mesmo.

Em qualquer papelaria você pode encontrar presentes super divertidos e originais para presentear os pequenos. E nunca será demais! Criança parece que come material escolar. Alguns até comem, mesmo! Só que a maioria não sabe usar. Muitas vezes usamos uma folha e uma porção de lápis de cor para dar uma calada na boca das crianças, né? 

Lógico que eles vão sair esfregando tudo no papel (se você tiver sorte) e pronto! Se a criança já está frequentando a escola, é bem provável que o professor de arte apresente cada um dos materiais de arte para ele, do contrário vai ser aquela bagunça, muita perda e desperdício de material.

Não é por mal. É que realmente eles ainda não aprenderam o uso adequado. Eu sou super a favor da criança ser desde cedo informada que material escolar custa caro, que os pais precisam trabalhar para poder dar tudo aquilo a elas. Se você dá na mão deles e deixa livre, em quinze dias não tem mais nada.

O item caneta hidrocor, as canetinhas, não vão ser tratado nesse post. Eu "perco" uns 30 minutos quando vou usar esse tipo com os meus alunos, pela primeira vez. Conto para eles como funciona, onde é o lugar de usar (eu tenho dó das mães que tem o sofá e a parede pintados), quais os cuidados, como se preserva a tinta, entre outros. Todos entendem! Até os pequenos. Faz toda a diferença. Como tem muitas coisas sobre as canetinhas elas vão ficar para um próximo dia, assim como os lápis grafite e a borracha, certo?

O número um em nossa lembrança são sem dúvidas os lápis de cor. As crianças amam! Algumas pegam birra se forem obrigadas a pintar desenhos de personagem da Disney 24 horas por dia. Acho que elas tem toda a razão. A criança precisa ter um motivo, mesmo que seja um motivo só dela.





Lápis de cor Faber-Castell - 36 cores
Lápis de cor tem de tudo que é jeito e de todos os preços. Não existe "Pode ser qualquer um, criança estraga tudo mesmo" MENTIRA! Ensine a criança a contar seus lápis. Dê um apontador de qualidade. Explique para ele que uma voltinha e meia do lápis no apontador já faz efeito. Ela erra não por maldade.  Alguém já ensinou? Então, é provável que ela não saiba. Uma criança até quatro anos pode usar uma caixa de lápis de 12 cores, sem erro. A partir dos cinco ou seis anos já podemos apresentar quantidades maiores. Ela vai se encantar com os tons de cada cor. Eu gosto da faber-castell, prefiro comprar seis lápis de qualidade do que 72 cores daquelas que a criança precisa rasgar a folha para sair a cor.









Eu fiquei assustada de como os meus alunos pintavam horrível, até que eu esqueci meu lápis e usei o deles, socorroooo... muito ruim. Eu sei que custa dinheiro, mas para ter um lápis que não pinta, é melhor não ter. Sei que é fogo. Tenho alguns alunos carentes, só que eles acabam não podem usar o lápis deles e usam o meu. Eu também já achei que a criança tinha problema de tônus muscular e peguei o lápis (uma onda agora de lápis plastificados) nem descendo o meu braço gorduxo saia o azul do céu, imagina o da criança.





A questão da qualidade do lápis interferem não só na beleza da pintura, mas na sua durabilidade. Um lápis bom será usado sem força, deslizando no papel e terá pouca quebra na ponta. O birili (lembram o que é birili?) vai acabar em uma semana. Cada um dentro do seu poder aquisitivo escolha o melhor custo benefício.





Lápis de cor Norma - 36 cores
Se os pais dos meus alunos me perguntam (raros os casos) eu indico 36 cores para crianças a partir de 7 anos. Mais do que isso acho que não vale a pena. Estojos maiores só para quem gosta muito e vai entender a minima diferença de um para o outro. E vamos combinar que criança usa mesmo as cores primárias. O ideal é comprar uma caixa de 36 cores e mais umas duas de 12 cores. Guarde e reponha o bendito vermelho sim, é o sabor preferido dos pequenos, some! 







Enquanto uma caixa de lápis de cor com 24 unidades faber-castell custa de R$17 a R$20, é possível comprar a mesma quantidade por R$10 a R$12 da marca Norma. Eles são bem diferentes. Eu até arrisco dizer que o lápis norma vai ser melhor para a criança. O lápis da marca Norma tem o grafite bem mais grosso, o que facilita o desempenho da criança. A ponta fica mais baixa e gordinha também. Eles ainda estão desenvolvendo o controle da força. Eu brinco dizendo que o lápis faz uma carinho no papel, invento mil histórias, incentivo que eles pintem numa direção só, que cuidem dos cantinhos do desenhos. 

Só que o prazer deles é rabiscar. Chega faz aquele barulho! Eles tem prazer em movimentar o lápis com força e velocidade, é ainda uma fase de descoberta. Aos poucos vão entendendo melhor a força necessária para pintar. Está vendo, benhê! Eu não dou a folha na mão da criança e fico na internet, não. Eu converso com eles sobre economia de energia e esforço para a realização do movimento. Manja a diferença de ter feito faculdade de dança? Percebe que eu estou também educando o movimento da criança? Psicomotricidade, coordenação motora... Deixa para lá, não é todo mundo que entende!




Voltando ao assunto: comparação das marcas na cor azul celeste. Os lápis são bem diferentes, eu uso dos dois, gosto dos dois! Vale a pena experimentar.




Dá para ver a diferença no grafite?









Se você for presentear uma criança entre dois e seis anos e puder investir um pouco mais. Eu indico a linha jumbo da faber-castell. Como esse eu não tenho, vou pegar uma fotinha da internet. Eles são bem mais caros e menores. Acredito que deve custar uns R$40 a caixa com 24 cores. Tem opções com mais ou menos. 

Facilitam a pegada da criança no lápis e é mais adequado a sua mãozinha. 


Vamos gente, super digno uma caixa de lápis de cor de presente de aniversário, dia das crianças, natal. É uma opção barata, simples, útil e fofinha.









A criança tem mais facilidade para usar o giz de cera. Lógico, é mais fácil de preencher grande áreas. É inteligente dá parte deles, né? O problema é que eles não querem saber de lápis. Querem o mais fácil. Então, valem alguns combinados: áreas menores de lápis de cor e áreas maiores de giz de cera. O fundo de giz de cera é um clássico. Com isso você também já trabalha a questão da figura e do fundo.



Eu errei o foco da foto.
Conta nada para ninguém!
Eu sempre preferi trabalhar com adolescente, mas no ano retrasado tive minha primeira experiência com cinco e seis anos. Desde então me apaixonei pela coleção "Meu 1º giz de cera" da Acrilex (com excessão do lápis de cor) marca excelente também. É bem para bebê, desde que sempre supervisionado. Eles vão comer. Isso é um fato! Acho que vem só seis cores, o que é adequado para a faixa etária.











Também da acrilex (mas tem muitas outras marcas) tem aqueles giz de cera de bolsa, muito usados em lembrancinhas. É bem fininho, a parte boa é que dá para apontar e sempre oferecer essa ponta fina para a criança, mas na primeira vez vai quebrar tudinho.





Aqui nessas fotinhas da para ver a enorme diferença entre cada um deles. Cada um é indicado para uma situação. As fases de desenvolvimento motor da criança pedem um material diferente. Na dúvida escolha o intermediário, é o que mais se adequa a diferentes idades. Não vá fazer seu filhote passar vergonha com um gizão desse no nono ano, hein?



Da esquerda para a direita: giz de cera acrilex, giz de cera jumbo da faber-castell e "meu 1º giz" Acrilex.


Confira a segunda parte desse post, aqui!