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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sobre o respeito ou será que é sobre a falta de despeito?

Não tenho muitas primas da minha idade. As meninas da família são mais velhas ou bem mais novas do que eu. Os primos mais próximos a minha idade são todos meninos!

Eis que agora já está todo mundo com sua própria família e os primos me deram primas. Sim, antes de filhos, os primos trazem para família pessoas especiais que se unirão a família para nos trazer ainda mais alegrias.

Hoje eu vou falar do meu primo André, ou melhor da esposa linda que ele trouxe para a nossa família imensa, a Anne. A Anne é a mãe de primeira viagem que é mais descolada do que todas que eu conheço. Todas juntas chegam na metade da Anne.

A Anne nasceu para ser mãe e chega na minha opinião muito perto da perfeição. Não por ser a melhor do mundo, isso não cabe a mim julgar, mas pelo jeito apaixonado que ela tem de ser mãe e do jeito mais desencanado e sem culpa que eu já vi.

Não é puxassaquismo barato, não. A Anne é minha mãe guru, pergunto tudo a ela. Do começo da minha gravidez até o dia de hoje acho que não passei uma semana sem fazer perguntas e pedir conselhos.

Só que o mais intrigante é que nós somos mães completamente diferentes. Podia passar horas enumerando o quanto fazemos escolhas diferentes nessa loucura que é criar um bebê no mundo de hoje.

Coisas da rotina, sabe? O Davi mama formula e peito, mas uma das pessoas que mais me orientou e incentivou a fazer a ordenha usando a bombinha foi a Anne, e isso que me fez não dar formula para a Olívia. O Davi é todo estiloso, a Olívia é básica. O Davi é colorido. A Olívia é bege. O Davi e a Olívia são a prova de que menina não é sempre mais arrumadinha do que o menino.

O Davi teve chá. O Davi teve mesários lindos. O Davi terá uma linda festa de aniversário. A Olívia não!

A Anne usa lenço umedecido no Davi, eu morri o dia que a assistente do pediatra passou lenço umedecido no bumbum real da minha filha. A Anne é cheia de tecnologias e eu sou toda atrasadona. 

A Anne ama vermelho e eu não! 

A Anne parou de trabalhar para cuidar do Davi, eu não! A Anne faz encomendas pro Davi e aguarda, eu compro só pelo sedex e vou buscar na central dos correios, por não aguentar esperar.

Eu falo pelos cotovelos e a Anne é silenciosa.

Nós temos opiniões, completamente diferentes sobre quase tudo. Agimos diferentes sempre. Só que mesmo assim a gente passa vários momentos conversando e dividindo conquistas e experiências sobre ser mãe.

Qual o motivo? Como a gente fica sempre tagarelando sobre tantas coisas, sendo que no fundo a gente age de maneira tão distinta. As escolhas são realmente sempre opostas.

É querido leitor, a diferença é que a gente se respeita! 

Curtir um mesmo momento não é só dividir a mesma opinião. As pessoas costumam se unir aos seus iguais. De repente eu descobri que é muito bom compartilhar também com o diferente. Sem questionar o motivo, sem disputar quem está mais certo. Sem entrar em lugares desagradáveis de julgar o outro, pelo que você é!

Nem por isso nós somos amigas inseparáveis e mega intimas. As coisas vão acontecendo. O carinhos pelos bebês hoje é enorme e foi construído naturalmente. Os bebês vão crescendo. As conversas vão junto!

Nós vamos derrubando mitos. Sem comparações. Sem falsas modéstias. Sem ter que falar mal uma da outra para se auto-afirmar como mãe e como pessoa.

Talvez o que a gente tenha descoberto, sem grandes pretensões é que: mais do que o respeito necessário para conviver com o outro é necessário encontrar um lugar onde não existe despeito. Afinal, cada uma de nós tem peito para assumir as suas escolhas e nos enxergarmos como mães que não precisam provar nada para ninguém.

E você pensa que eu acho que eu sou a certinha e a perfeita? Não! Não! Não! Eu acho que  certo é o que cada uma descobriu como meio de criar seu bebê. Admiro muito a sinceridade da Anne, com ela mesma.

Sabe que no fundo o nosso segredo é agradar a nós, nossos maridos e bebês... e não ao outro. Problema de quem tiver sofrendo com as diferenças, a gente vai é encher nossos bebês de beijos. Só isso importa.

É muito bacana quando cada pessoa encara a sua vida com a liberdade de ser fiel ao que se quer ser. Isso aproxima! Isso realiza tanto! Isso faz tão bem!

Chega de julgar tanto o outro!
Chega de criticar o que o outro faz e você não: seja por falta de dinheiro, desejo, paciência, dedicação, habilidade, ideologia ou o que for.

Sem recalque. Aceitar o que se é e seus limites.

Critica muito aquele que não se aceita incompleto e imperfeito!

Não perca seu tempo se justificando ou criticando o outro já que você não consegue ser  como ele - ou pior - tentando convencer o mudo de ser você.

Foco, força, fé, farofa, feira, fiado, faca, fada, foca...kkk!!! Vai viver, por você, fia!





Obrigada, Anne! Muito orgulho do André, do Davi e de você :-)

Já dizia Djavan: "Isso para mim é viver!" 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mil coisas

Isso não é um desabafo, uma chacota e nem mesmo uma indireta.

Quando eu escrevo nesse blog 80% das coisas é para eu mesma ler daqui uns dias, meses ou anos.
Essa imagem hoje foi tão esclarecedora. Embora de cabeça para baixo, essa placa de trânsito é "dê a preferência".

Lá pelo quinto ou sexto mês eu comecei a me sentir grávida, tem horas que eu ainda esqueço. Sim, eu esqueço! Mas no meio do segundo trimestre, por melhor que a gestante esteja já começamos a não ter 100% de energia e vitalidade.

Tem dias que estamos incríveis e outros que uma certa moleza é inevitável. Foi exatamente nessa época que eu comecei a ter alguns conflitos pessoais. Coisas minhas! Eu não acreditava no inconsciente coletivo de "grávida é folgada e só faz corpo mole" e ainda na tendência de só serem bem tratadas a grávida problemáticas. Isso é tão contraditório!

Tudo que vou escrever não serve para nada além de me fazer lembrar sempre do que eu não quero esquecer. Eu não me permito esquecer, para não fazer com os outros!

É muito raro ver pessoas que sedem o lugar no ônibus, se oferecem para carregar as coisas para o outro, ajudam a atravessar a rua e entendem que a preferência não é folga e privilégio: é necessidade.

Não e raro que aquela mulher que acabou de descobrir que está grávida precise de muito mais privilégio do que a está com um barrigão de nove meses. Custa ser um pouco complacente com a situação do outro? Mas, não adianta fazer xingando, tem que ser de verdade.

Tenho uma amiga querida que tem a metade do tempo de gestação que eu, no último dia que fui ao trabalho, ela estava com muita cólica, chorando e as pessoas até se preocupam, mas com muita frieza "melhorou?" todo mundo pergunta, fazer alguma coisa realmente por ela, NADA!

Eu fui na sala dela, arrumei as coisas para ela, organizei a bolsa e o armário. Fiquei do lado dela. Prestei atenção quando ela foi ao banheiro sozinha. Levei todas as nossas coisas para o carro, cuidei para ela descer o degrau, não escorregar nas poças. Naquele momento, ela precisava mais do que eu. Tinham várias pessoas na escola, mas ninguém vai para a ação.

Uma grávida ajudando a outra grávida. Dois bebês na barriga! Um com quatro meses e o outro com oito, depois de uma dia de trabalho. E a nação, estava fazendo o que? Olhando, lógico. No máximo olhando com boa intenção, mas a intenção mesmo. 

Para as minhas poucas amigas do trabalho eu sempre digo que ninguém enxerga além de si e sua família. Se é a sua filha que está chorando... é uma reação, se é outra pessoa... "Tô nem ai!" Se uma familiar meu liga no meu celular e diz que entrou uma farpa no dedo, eu movo o mundo, se é a mãe de alguém, problema dela, é frescura!

Nós não nos enxergamos enquanto humanos! É bem cada um defendendo o seu e no máximo "os de casa".

É lógico que quem eu mais amo, sempre vai ser prioridade na minha vida, mas não custa nada me colocar no lugar do outro. O que é mais chocante é que muitas vezes pessoas que já passaram pela mesma situação que você está vivendo ignoram, como se fossem completamente alheias ao que você está sentindo.

Assim que uma amiga muito querida engravidou, ela me ligou se desculpando por tudo que não tinha feito por mim no primeiro trimestre, e pelo favores que ela me pediu além do que era a minha função no trabalho. Coisa mais linda! Eu expliquei para ela que para mim não foi esforço nenhum, que eu não passei pelos mesmos sintomas que ela teve. Que não precisava se desculpar, de jeito nenhum! 

Eu espero ter essa grandeza da minha querida. Que quando eu não possa ser cortês e gentil na hora, a vida possa me colocar em situações que em pouco tempo eu possa  voltar e rever a situação, tendo tempo para acertar. 

Quantas mulheres do meu dia-a-dia, que são mães, me soltaram piadinhas: "Quantos pré-natal você faz por mês?", "Precisa de tanta ultrassom?", "Vai comer de novo?", "Toda hora no banheiro?" sem falar que os olhares, as vezes, são muito mais corrosivos e hostis do que qualquer grosseria. 

Eu antes de ficar grávida, não sabia como era gestar e acredito que ainda não vou saber de muitas coisas por qual passam gestantes que tem certas complicações e uma saúde mais frágil. Só que é inaceitável que daqui a dois anos eu esteja tendo um comportamento tão rude com qualquer outra futura mamãe que cruzar o meu caminho. Como se eu esquecesse que ir ao banheiro toda hora, não é fazer corpo mole, é necessidade.

Que memória curta nós temos, né? É tão fácil ser compreensivo, mas só quando interessa.

Se eu estiver num lugar público, fila ou qualquer situação desconfortável e chegar uma pessoa em condições de maior prioridade do que eu, vou levantar. Vou ceder o lugar! Sem cara feia, sem fingir que estou dormindo, que não vi a pessoa chegar. E mesmo que tiver um adolescente olhando para a lua para não ter que deixar de ter o seu conforto, eu não vou me irritar com ele e nem falar gracinha. Eu acredito que um dia esses corações gelados serão cotados.

De um tempo para cá, tenho evitado algumas situações de aglomeração e tenho me dado o direito de prioridade, principalmente quando vou me colocar numa situação de risco. 

Eu já tive em duas situações consideradas preferencial: agora na gestação e quando eu machuquei o pé que fiquei por uns dias sem andar. Ambas as situações são ignoradas pela sociedade. Imagino como deve ser difícil ser idoso, deficiente físico grave ou mental severo. 

Gentileza parece que não existe mais, principalmente as que você não ganha nada em troca.

Agora o que é mais complicado é isso: ao mesmo tempo que todo mundo olha torto para a gestante, se a gestante for pobremática... ai sim fica tudo bem.

É bem assim: Se você está bichada, doente, com complicações na gestação e com o bebê, sofrendo, ferrada, esfolada, pobre, miserável, sem enxoval, desempregada (deu para entender?) todas as pessoas são carinhosas, fazem de tudo, ficam ao seu lado, te protegem... são ligações, visitas e aquela bajulação de "coitadinha". "Vamos passar por tudo juntos". 

Agora experimenta ser saudável, trabalhar, ter tudo em ordem, programado e planejado... Colega, você é odiada... é sério. Começam a surgir verdadeiros motins contra você. Como assim, Jesus? Quem explica isso? Não dá para entender. 

Não me sinto e nem sou melhor do que ninguém, pelo contrário vivo me retalhando. Só que já desisti de racionalizar essas coisas. Eu tenho uma super amiga que acabou de comprar um apartamento incrível, dos sonhos. Maravilhoso, fruto de muito trabalho. Eu comprei presentinho, fui na casa dela, fiquei tão orgulhosa de ver que pessoas honestas também podem vencer na vida... só que isso não é o padrão.

É muito mais fácil o "povo" se compadecer com a miséria de um colega que está na lama, para ser despejado de casa, do que sentir-se realmente feliz e celebrar a conquista, a alegria e o que deu certo. Eu estou louca, ou é isso mesmo? Gente honesta, esforçada e que com muita luta vence na vida, não tem vez! 

Se a pessoa está de cama, em fase terminal, dependendo de um milagre para passar a cada dia é a a maior mobilização de todo mundo. Se você é saudável, dane-se? Como assim? Que sentimento é esse? Lógico que temos que ser solidários, ajudar o outro e buscarmos o melhor não só para nós. Eu entendo e fico muito feliz com a comunhão dos problemas, da dor, das doenças, dos desgostos. Só que a comunhão da alegria não existe, não fora da sua casa.

Hoje é o aniversário do meu marido e a formatura do meu primo Bruno. Duas coisas muito importantes. Mas, eu tenho certeza que muito menos "importante" para alguns do que se os dois tivessem em uma situação de desgraça. Ai, eu não sei se estou me fazendo clara. Mas, a quantidade de pessoas que vão parabenizar meu primo pela sua formatura é infinitamente menor do que as que estariam do lado dele em qualquer atitude adversa. Entende?
Eu mesmo tenho para mim que os grandes amigos são aqueles que ficam ao nosso lado nos momentos de alegria e conquista. Não vá confundir com os interesseiros. Mas, ter alguém que seja capaz de partilhar da sua alegria, de verdade, com coração aberto é muito mais raro, do que quem faça um bingo beneficente se você estiver doente. Vai entender!

Desde que eu comecei a ter coragem de dizer que eu estava grávida QUASE NINGUÉM perguntava se eu estava bem, se eu estava feliz. Era só pergunta sobre dor, desconforto, vômito, preocupações futuras, problemas, aborto. Páááááááára, Brasil! Não é possível que a gente nasce para isso. 

Me deixa ainda mais intrigada as pessoas que vivem em situações desfavoráveis só para ter atenção. Inventam problemas para estarem na "mídia". Eu não critico não, sabe que parece que esse é o jeito mais fácil de ser amado. De sobreviver! Escolha andar na linha e estará sozinho, ou com apenas os poucos queridos.

Eu sempre penso sobre isso, lembro que na época da faculdade a minha turma passou um semestre boicotando as atividades do professor mais bonzinho. Os que iam deixar de DP, que gritavam, se estressavam a  gente fazia tudo. O único totalmente equilibrado e tranquilo só era "enrolado". Até que quase no final do semestre ele nos perguntou a quem estavamos enganando e que ele não ia mais fingir que não estava percebendo o nosso "jeitinho" de resolver o problema e muito menos se obrigar a agir como os outros professores para entrar na lista das prioridades.

O que eu aprendi na disciplina dele, enquanto conteúdo, nunca vai superar essa aprendizagem, foi uma lição de vida. Será da nossa natureza bajular os doidos, privilegiar os piores e nos encantarmos com as desgraceiras?

Vai, concorde comigo! 

Se você tem dois irmãos: um compreensivo e outro barraqueiro fulerento - Para quem você alivia?

Entre sua mãe e sua sogra: uma louca e a outra equilibrada - Na casa de quem você ceia no Natal?

Duas amigas, dois filhos, dois chefes: um fofo, educado, bonzinho e o outro arrogante, prepotente, carente - Quem você privilegia?  

Entenderam onde quero chegar, né? O meu professor da faculdade sempre ia entender, como ele era mais compreensivo, flexível e do bem. A gente fazia tudo para os amargos e nada para o mais doce.

Teve um dia que eu encontrei minha mãe e brincando disse que ia começar a concordar com todo mundo. "Nathália, está enjoando muito? Engordou muito? Está sentindo muita cólica?" Eu já estava pensando em responder que sim! Mas, eu consegui! Músiquinha da vitória para mim. Continuei humildemente dizendo. "Não, está tudo bem!" O problema é que depois vem os comentários piores ainda. É nessa hora que dá vontade de mentir e dizer que está péssima. Resolve. A pessoa fica feliz! Sério. É um absurdo, mas é verdade.

Bem, Garças a Deus, eu escrevi esse post apenas para mim mesma. Quero ler isso daqui um tempo e poder lembrar desses detalhes quando for tratar o outro! Eu só posso agradecer por cada dia da minha gestação e pelas pessoas incríveis que eu tive e tenho ao meu lado.

Sem ressentimentos, sem mágoas e com muita vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Ainda mais agora que vou acabar influenciando diretamente um ser humano. 

Hoje meus agradecimentos vão especialmente a minha família e para as meninas queridas. Todas em extinção:
  • Adriana Ávila
  • Andréa Hungria
  • Carina Menezes
  • Grace Kelly
  • Glauce Beltrão
  • Andreia Guiraldella
  • Nancy Blumenfeld
  • Kélcia Seidel 
  • Natália Namora
Cada uma de vocês me fez acreditar, por algum momento que pessoas incríveis ainda existem!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mais um ano letivo. Venha 2013!

Para alguns o ano letivo de 2013 já começou, mas para a maioria amanhã é o grande dia! Mais uma chance. Um recomeço. Uma oportunidade. Um descanso para as mamães. Uma trabalheira para os professores. Para todos um recomeço!

Desejo um ano excelente a todos os meus alunos e aos colegas professores. Coragem para a mudança, minha gente. A educação é a razão de continuarmos tentando a cada dia promover a qualidade de vida. Se tudo é tão difícil, só pela educação que ainda acredito na transformação.

Tem gente que está indo pela primeira vez a escola, outros retornando aos semestres da faculdade... força e muita determinação para todos nós. Sem um pouco de ousadia a gente não vai a lugar nenhum.

Esse ano não vou trabalhar tanto quanto estou acostumada. Talvez eu trabalhe muito mais do que pensei ser possível: na profissão tão intensa de ser mãe. Começo com as crianças amanhã e pretendo ir até o começo de maio. Depois retorno no finalzinho do ano. Logo será janeiro, novamente, férias. Talvez recesso, não sei como as escolas vão se organizar na época da Copa.

É esperado que já indo para o sexto mês (quando voltarmos do carnaval, só faltará um dia para o sexto mês) eu tenha um pouco de dificuldade em ser uma professora ativa, dedicada e totalmente entregue ao trabalho, mas com a ajuda das minhas amigas queridas tudo fica mais fácil.

Quanto mais tempo eu demorar para sair de licença gestante, mais tempo eu vou poder ficar com a Olívia. Espero poder estar tão bem como agora e aguentar firme. O começo da gravidez, onde tudo é mais delicado eu tirei de letra. Não tive nenhuma dificuldade em trabalhar durante o primeiro trimestre. Graças a Deus!

Passei um bom tempo vendo todas as fotinhas que tenho todos trabalhos do alunos, durante o ano passado. É tão bom ver que mesmo tão desgastante, os frutos são tão criativos e agradáveis de relembrar. 

Bom ano!



















segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"O primeiro dia de aula - Andréa Hungria Leite"





Hoje começa aqui no blog um especial sobre os primeiros dias de aula. Esse dia feliz ou sofrido que fica na nossa memória para sempre. Pedi um pequeno texto para algumas amigas professoras. Deixei livre que elas contassem sobre como foi para elas, como agem como professora e as que são mães podiam contar também como é estar do outro lado.






Quebra-cabeça  - tema frutas - criado pela Andréa.


A nossa querida professora Andréa Hungria Leite irá ser a primeira. Essa pessoa tão especial além de uma super professora é uma amiga muito querida. A Andréa é daquelas professoras que deixaria qualquer mãe super orgulhosa e segura em confiar o seu filhote.











Quebra-cabeça - tema brinquedos - criado pelo Andréa.


Toda dedicada (a gente pega até no pé dela, as vezes, ela passa dos limites) aos alunos. É muito divertida e muito empenhada na alfabetização de seus alunos, assim como em torná-los criativos e autônomos.

A Andréa é um orgulho! Obrigada, minha querida, pela contribuição. Segue o relato da professorinha para lá de perfeita:







" Lembro-me do meu 1º dia de aula na Pré- escola (minha memória é meio ruim, mas deste dia eu lembro), continuando...Minha mãe me levou, eu estudaria na E.M. Dom Pedro I, localizada na cidade de Santos - S.P.

Entrei na escola e logo a minha frente um pátio enorme (para mim era grande), com muitas crianças e pessoas (profissionais da educação) organizando as filas e a chegada de todos... Foi rápido, minha mãe disse meu nome à uma mulher, ela disse que eu era da fila com fitinha azul e prendeu uma fitinha azul em meu uniforme...e então, foi a primeira vez que percebi que eu deveria "SER FORTE"...

Minha mãe me deixou ali, SOZINHA, num lugar que eu não conhecia, com pessoas que eu não conhecia...e eu senti muito medo e vontade de chorar...mas fui forte! Fiz minha carinha de simpática, meio tímida, e acompanhei uma "tia" até a fila (estou chorando agora ao me lembrar disto! rs). Ali fiquei quietinha, como sempre fui na escola, observando tudo caladinha, com os olhos arregalados que tenho até hoje...rs. 

Lá tinha muitas árvores, uma linda casa de bonecas onde brincávamos muito, minha sala de aula tinha mesas tão grandes e nós nos sentávamos sempre em duplas. Ao lado, uma porta de vidro bem grande, que dava para uma varanda onde também brincávamos com brinquedinhos de montar. Lembro-me também da sala de música e teatro, como eu achava tudo lindo! 

Uma vez até fizemos uma apresentação no palco da escola, dançamos Hollywood (http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/os-trapalhoes/hollywood/1722794) e lembro da minha mãe e minha avó chorando ao me ver dançar (rsrs).

Bom, hoje como professora percebo a importância de acolher cada criança que chega à escola, principalmente as de 1º ano (minha faixa etária preferida) que ainda não conhecem este novo mundo ( pois muitas não frequentaram creche, nem educação infantil, e mesmo as que frequentaram, na maioria das vezes mudam de escola ao ingressar no ensino fundamental.) 

Tento "imaginar" suas expectativas, até porque cada ser é único e cheio de tantos sentimentos, vontades... então planejo um início de relacionamento tranquilo, prazeroso, com conversas, combinados, brincadeiras, músicas, lápis de cor, folhas e desenhos, sempre com o cuidado de ser séria e brincalhona de acordo com cada momento, para que eles compreendam que entre nós deve haver respeito e amizade. E para que saibam que o espaço escolar é a oportunidade de aprenderem muitas coisas importantes que nortearão suas vidas."

ANDRÉA HUNGRIA LEITE



Mamães aguardem as próximas experiências!

Até mais

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Projeto: EU

A cada dois meses, todos os meus alunos, fazem um desenho deles mesmos. Eu faço isso em todas as classes, são quinze. Depois no final do ano comparamos todos os trabalhos. A criança, independente da idade já consegue realizar um análise do seu progresso, ou da falta dele, não é demais?





O melhor para mim é perceber a mudança deles no que se refere a auto-imagem. Por exemplo, todas as meninas se desenham altas, com olhos azuis, loiras, cabelos lisos enormes e magras... aos poucos elas vão chegando mais próximo da realidade delas, e isso faz com que recebam mais elogios. Afinal, a finalidade da atividade não é o "boneco" mais bonito (seguindo estereótipos de beleza) e sim aquele que consegue melhor se representar.

Será que eu vou ter pique para fazer isso com a Olívia,ao menos semestral? Vamos ver. Vale desde os primeiros rabiscos. 

Cada um tem a profissão que merece?

Eu não sei o que é mais engraçado. A cara que as pessoas fazem quando eu digo que fiz faculdade de dança (sendo que elas que perguntaram) ou a tentativa de esconder a carinha de espanto quando digo que sou professora de Arte e em Bertioga. 

Pois é, quando eu fiz a faculdade foi para ser uma arte-educadora. E é isso que eu sou. Eu TENTO "educar" esses bebês todos (no pouco tempo que tenho com eles) através da Arte. Então não importa se é música, dança, teatro ou artes plásticas. A prioridade não é a linguagem da dança. (Embora, eu espero que daqui uns anos seja uma linguagem mais presente do que é atualmente)!

Não, ser bailarina não era e nunca foi visto como profissão (para mim). Eu sempre quis ser professora. Por opção e não pela falta dela, certo? Bem, logo começo meu terceiro ano com esses danadinhos. Algumas fotinhas do trabalho do dia-a-ia. 

Não se assustem se parecer que eu só estou brincando, é isso mesmo!
















Toda aula os alunos perguntam se o meu bebê já nasceu. TODAS AS AULAS, EM TODAS AS CLASSES! Imaginem a frustração deles quando perceberem que mesmo depois das férias de janeiro, o bebê ainda não nasceu? Amo o jeito que criança conta o tempo.