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domingo, 12 de maio de 2013

Confirmação de presença - RSVP

Nosso bebê está para nascer, nossos dois afilhados vão fazer aniversário e a minha cunhada vai ficar noiva. Eventos! Temos aniversários de pessoas queridas quase todos os dias de maio.

Não passa pela nossa cabeça, nem por um momento, não estar presente nessas três super comemoração, ao mesmo tempo, nós não sabemos como fica a vida com a chegada de um recém-nascido.

Larissa, nossa menina querida, fará 11 anos, dia 01 de junho. Pedrinho, o japa mais lindo do pedaço completará 2 anos, dia 20 de junho e, Talita e Erick ficarão noivos em 06 de julho. 

Hoje pela manhã recebemos o convite de aniversário do nosso afilhado e imediatamente respondi a minha comadre explicando a nossa situação, por mais que a pessoa seja doce, fofa, consciente, próxima e querida é obrigação do convidado confirmar ou não a presença no prazo estabelecido pelo 'dono da festa'.

Sei lá o motivo das pessoas não se importarem com o convite que o outro faz com tanto carinho. A pessoa só se toca quando ela é a anfitriã. Isso é um fato. A maioria faz pouco caso e ignora 'o pobre coitado' que deseja mais que tudo saber quem vai e quem não vai , quem vem ou quem não vem, para poder se organizar e evitar o desperdício, que vai muito além do dinheiro.

O 'problema' de ter um recém-nascido é nosso e os anfitriões não são obrigados a se moldar a nossa nova realidade. Então como fica? 

(   ) Ignorar o convite e vê na hora, se der, dar uma passadinha.
(   ) Confirmar mesmo sabendo que tem chances de não ir.
(   ) Dizer que não vai, sem ao menos tentar ir e 'magoar' a pessoa querida.
(   ) Confirmar e ir, independente do que acontecer no dia.
(   ) Abrir um buraco e se esconder até a data do evento. Depois aparecer com a cara mais lavada do mundo. Tipo: Não aconteceu nada!


Ignorar o convite e ver na hora, se der... dar uma passadinha - Vou ser bem sincera que ignorar não dá, tem que justificar. Convite se responde em até 24 horas que você o recebeu. Seja honesto! 
Convites virtuais tornam essa prática ainda mais complicada e aumenta as chances de erro. Já fui convidada para eventos que não recebi os dados da festa, por causa de uma mudança de e-mail. Nenhuma das partes sabiam a situação da outra.
 A tal passadinha depende de algumas questões. Por exemplo: Eu não entro para dar um abraço nos noivos em uma recepção que a pessoa gastou todas as suas economias e a minha passada pela porta vai implicar em R$250, fora todo o desperdício que isso inclui. Se está certo ou errado, não sei. É a minha opinião. Eu sou do tipo que chama o maitre e explico que vou entrar, cumprimentar o anfitrião e sair. Se for possível, ok! Se for negado, saio sem ser percebida.
Lógico que depende muito da sua importância para o convidado. Vão ter casos que só da pessoa ver você, por um segundo, vai ser a melhor coisa do mundo. Veja se essa é a realidade.
Eu já presenciei gente que entra na festa, dá o nome na porta do buffet para dizer "Não vou vir, não vou poder ficar" e sair. É o Ó! SEM NOÇÃO.

Confirmar mesmo sabendo que tem chances de não ir - Se furar a comemoração vai te deixar mal com o anfitrião, não adianta prolongar o problema. Muita gente sabe que não vai estar presente e confirma só para não ficar chato. Só que acaba ficando muito mais chato depois. 
Ouvir uma pessoa dizer, com sinceridade que não vai pode até ser triste, se você gostaria tanto da presença daquele convidado, mas saber que ele não foi e sabia que não ia é muito, muito, muito pior. 
Encare a situação. Se você é um convidado secundário "Não poderei comparecer, obrigado pelo convite" bastam. Se você é tipo A, super querido, intimo e importante: justifique com mais carinho, só que sempre na verdade.

Dizer que não vai, sem ao menos tentar ir e 'magoar' a pessoa querida - Eu prefiro. A mágoa dá e passa. Esse caso é quando há um limite para responder o convite diferente do que você terá a certeza se estará presente ou não.
Eu prefiro dizer que não vou e se surgir a oportunidade de ir, comentar com a pessoa da possibilidade, mas tendo toda a noção de que posso levar um não, bem merecido.

Confirmar e ir, independente do que acontecer no dia - Quando eu confirmo é que eu vou mesmo! Porém, as vezes, acontecem algumas situações imprevistas. 
Semana passada mesmo estávamos nos preparando para encontrar pessoas que amo muito e era muito importante para mim estar com elas, acredito que o contrário também. O motivo do encontro era muitíssimo digno. Só que depois que saímos de casa, já prontos e rumo ao local, vááááários imprevistos aconteceram com a gestante aqui. Imediatamente comuniquei, via sms, a nossa ausência, justifiquei e pedi desculpas. Via sms, no máximo e-mail, pelo amor de Deus, nada de ligar para a pessoa que está super atarefada e ficar alugando seus ouvidinhos, certo?
Com um pouco de bom senso, você vai conseguir saber o que vai valer mais: ir, pronto e acabou OU assumir o imprevisto. No meu caso, depois das coisinhas que aconteceram eu não estava mais me sentindo muito bem e seria uma companhia desagradável. 
Não suporto ficar de canto no evento fazendo doce! Prefiro me ausentar, sabe?

Abrir um buraco e se esconder até a data do evento. E, depois... aparecer com a cara mais lavada do mundo. Tipo: Não aconteceu nada! - Primeiro que fingir que não viu o convite está no topo dos erros. Existem algumas exceções, mas isso é assunto para um outro post. Elaboro depois. Desça do muro, meu filho!
Seja qual foi o motivo para você receber o convite, ficar calado ou tomar qualquer atitude, se você não foi, tem que justificar TIPO ELEIÇÕES, manja? É obrigatório! O nível da justificativa depende da intimidade, como já comentei acima.
Fuja do 'deixa que o tempo faz o resto' e assuma seus motivos. Depois não vá reclamar de ficar de fora nas próximas comemorações. É você quem se coloca na situação de ser tesourado de todos os eventos, muitas vezes, sem perceber.

Eu não sou perfeita, sei que erro muito! Já deixei de ir em vários encontros, por motivos importantes e por coisas fúteis, sigo vivendo e errando, mas sempre, SEMPRE, S-E-M-P-R-E  esclareço ao anfitrião a minha ausência. Dignidade, Brasil! Pode ser pessoalmente, por telefone, mensagem de texto ou voz no celular, e-mail, redes sociais, bilhete, carta... qualquer coisa.

Fica tranquilo que depois que você estiver no lugar do outro, você aprende direitinho. A gente só aprende assim, é a nossa natureza!

Então como resolvemos os três eventos perto do nascimento da bebê?

Conversei com a minha comadre Dani sobre o aniversário do Pedrinho de coração aberto. Nós vamos fazer o possível e o impossível para irmos. A festinha será em buffet e mesmo que não fosse, precisa ter o mesmo carinho, conseguimos uma exceção em deixarmos a confirmação de presença em aberto, devido nossa intimidade. Não há outra opção. Só que vamos nos empenhar. Para mim, em último dos últimos casos, só vai o padrinho :-(

O aniversario da Lari é um pouco mais difícil, Olivia vai ter poucos dias. Eu espero ao menos descer do carro nem que for vazando leite e dar uma abraço na nossa menininha adolescente. Mas minha tia-comadre já falou para ela para não nos esperar. Pedagogia da realidade. Tia Bia é uma figura!

O noivado, Dona Olívia já vai estar maiorzinha. Na nossa inocente cabecinha será super possível. A data já foi modificada para esperar mais uns diazinhos... Titia pensando sempre na nossa bebê. Obrigada, Tia Talita!

E vocês, como resolvem esses PEN-DÊ-PAS?

Reeditando: O aniversário da afilhada fui apenas eu, Tiago ficou com a Olívia. No aniversário do afilhado nós não fomos, já que estávamos num período muito complicado do aleitamento e no noivado o Tiago foi primeiro e nós fechamos já da metade para o final :-)

'Esse tal dia das mães'

Pensei um milhão de vezes antes de começar a escrever, mas vai... Se eu quisesse ficar em cima do muro eu não teria um blog, e se você não quisesse conhecer minha opinião não viria até aqui.

Quando é que a gente vai sumir de vez esse tal de dia das mães? Eu queria tanto um dia do CUIDADOR, sim tem muitas comunidades que usam apenas o 'dia do cuidador' um dia só para celebrar a todos os que nos cuidam.

Dia das mães, dia dos pais, dia da madrinha, dia da vovó... Gosto muito, não! Desde que era adolescente que essas coisas me intrigam um pouquinho. Oh vidinha murcha essa que tem que ter dia para demonstrar carinho, data específica para nos empurrarem o consumo de 'presentes' guela abaixo e esses paradigmas todos as voltas dos rótulos de família feliz.

Eu estou grávida, mas eu continuo pensando as mesmas coisas. Pelo menos por enquanto. Parabéns hoje para as mães que são mães de verdade! Com a celebre frase da minha tia Teca (musa mãe inspiradora) "Eu sou MÃE de três". Ter filhos e ser mãe são coisas tão distantes...

Não vou entrar em polêmicas, mas vamos combinar, né? Existem mães e mães e NÃO DÁ  PARA COLOCAR TUDO NO MESMO SACO!



Hoje meus parabéns vão para todas as mulheres que são diariamente grandes mamães e ainda mais (tipo: parabéns de pé, batendo palmas enlouquecidamente e gritando uhuuu!!!) para aquelas que abriram mão de serem mães. Ambas para mim são incríveis, generosas e fantásticas.

Dona Rute, a senhora não é um céu de brigadeiro para mim! Eu não podia perder essa piada. Leite condensado, margarina e nescau não tem nada em comum com a senhora (kkk) Mas aquele molho de tomate de ontem é tão bom quanto o carinho que Deus teve comigo, quando me presenteou com a sua companhia, cuidados e amor integral desde o dia que eu nasci.

Hoje é dia da minha mãe. Todos os dias são dias da minha mãe!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Quanto custa um bem-nascido?

Não, eu não estou falando do bolinho versão maternidade do bem-casado. É de bebê mesmo. Para nascer um bebê, quanto custa?




A minha gestante inspiração é uma adolescente de quinze anos que teve sua filha por parto normal, com a maior naturalidade do universo. O parto foi realizado pelo médico plantonista, através do sistema único de saúde. Uma ida ao hospital, a internação e pronto! Esse é um dos bebês mais bem-nascidos que eu conheço.
Com o mínimo de recursos possíveis e toda a força da nossa natureza de reprodução, nasceu uma bebê linda e saudável. Será que algo pode ser mais perfeito do que isso?

Por outro lado, nós queremos nos cerca de cuidados e assim que uma mulher descobre que está grávida sua inocente cabecinha pensa que precisará organizar o orçamento para preparar o quartinho, o carrinho e comprar muitas fraldinhas. Certo? Errado! A futura mamãe, de primeira viagem, nem imagina quanto precisará desembolsar para o nascimento do seu bebê, se desejar ter um atendimento minimamente mais humano.

Com sorte, você terá um plano de saúde maravilhoso, um obstetra que lhe atenderá no pré-natal e no parto pelo seu convênio médico e sairá feliz e saltitante com o seu filho para a sua casa. Só que se você não se deparar quanto tantas facilidades, precisará de um pouco todo do seu salário para garantir a chegada do seu bebê. 

A mulher e seu parceiro irão decidir qual o melhor custo-benefício para a família e tentar adequar o que pretendem a dura realidade da vida. Mesmo tendo dois, d-o-i-s, DOIS, 2 (deu para entender?) planos de saúde, não foi uma, nem duas vezes que precisamos desembolsar para sermos atendidos com o mínimo de qualidade.

A gente pensa que é frescura, quando é o outro. Mas, qual será a sua reação ao se ver precisando de atendimento médico na enorme fila do pronto-atendimento? E quando não tiver ultrassom para a data que você necessita de avaliação? E se algum procedimento médico tiver que ser esperado por um tempo que para você não é viável?

A vidinha intrauterina é rápida e semanas fazem muita diferença no acompanhamento da saúde do seu filho. Lógico que em tese, toda criança vai nascer do jeito que tiver que ser, mas você vai confiar no acaso?

Logo na sua primeira consulta pré-natal, é capaz que você ouça seu querido ginecologista  dizer que ele te acompanhará durante os nove meses de gestação, porém para a presença e disponibilidade na a sala de parto, você terá que arcar com os honorários médicos. Você pode concordar ou não, mas é fato que os valores repassados pelos planos de saúde aos médicos são irrelevantes.

Durante a gestação da Olívia nos descobrimos que planos médicos servem para exames clínicos e consultas despretensiosas. Na hora da emergência, você vai ter que escolher entre partir pro particular ou aguardar. Planejamento é tudo. Quanto mais organizada e adiantada a futura mamãe for, mais poderá aproveitar o seu benefício.

Quanto ao reembolso que os convênios prometem, dê uma passada pelo 'reclame aqui' e tire suas próprias conclusões. Existem médicos que mesmo que não aceitem o seu convênio, de dão um desconto, outros cobram menos se você não 'precisar' do recibo.

Qualidade no atendimento, assistência médica, pontualidade, disponibilidade e cuidado vão custar muito mais do que o bercinho, viu mamãe? Antes de estar grávida eu achava  um absurdo tantas coisas, hoje eu entendo que tudo tem duas versões e muitas razões para ser do jeito que é.

Aqui na Baixada Santista ainda existem obstetras que não cobram para estar na sala de parto (só conheço uma!), mas os valores estão entre R$1500 e R$4500. Esses valores são negociados no início da gestação. Os pagamentos são bem distintos: parcelamento fixo durante a gestação, depois da semana 36, só depois do parto, em cheque, cartão de crédito, em dinheiro, por depósito bancário.

Uma das suas primeiras escolhas da sua gravidez vai ser: um médico que atenda o seu plano e não cobre pelo parto, um médico que atenda o seu plano e só cobre à parte a sala de parto, ou uma médica maravilhosa que te liga, manda sms e e-mail, sabe seu nome e tudo sobre você e seu bebê sem precisar ver na ficha, te atende sem limite de tempo e quantas vezes for preciso, esclarece suas dúvidas, resolve todas as suas pendências médicas, porém você paga a consulta e a sala de parto. E eu sou uma pessoa neutra e imparcial! kkk...

Como sempre, como minha mãe me ensinou, é a PRIORIDADE. Nós escolhemos economizar no enxoval, importados e frufrus para a Olívia. A nossa opinião é que essas coisas a gente pode dar a ela ao longo da vida e que esse momento a gente nunca mais poderá voltar e fazer diferente.

Ser justo consigo mesmo. O que você acredita ser o melhor para a sua gestação, vai ser sem dúvida o melhor para você, seu bebê e sua família. Não existe o certo, existe o que te faz feliz. Todas as formas de encarar esse momento vão nos levar a caminho parecidos, no final das contas só vai fazer diferença mesmo como você encarou cada uma das etapas.

Bem, até aqui eu só falei em obstetra, certo? Só que tem mais. 

No final da gestação seu obstetra provavelmente vai te indicar um pediatra. Lógico que toda mamãe deseja que os primeiros momentos do seu bebê seja com o médico que cuidará dele por anos a fio. Só que lógico que poderão existir vários contratempos, impossibilitando que isso aconteça.

O lado bom de ter o pediatra que você escolheu na sala de parto é que será muito mais eficiente o atendimento nas primeiras consultas. Se for um parto através de cesária, já deixe agendada uma consulta mais ou menos uma semana depois do nascimento do seu bebê. Parto normal, vai ter que arriscar e talvez acertar. Ou você está pensando que será só abrir o livrinho do plano de saúde e pedir uma consulta com o pediatra desejado para a mesma semana, desiste!

Os valores para pagar o pediatra particular para a sala de parto variam entre R$500 e R$1500 pelo que pesquisei até o momento. Nenhum dos que eu recebi indicação vão ao hospital que escolhemos para a Olívia nascer, então por enquanto nós vamos ser atendidos pelo pediatra plantonista da maternidade. Essa semana vamos a consulta com uma pediatra para pedirmos dicas para os primeiros cuidados com o recém-nascido.

A Dr.ª Tati já me disse que eu vou receber essas primeiras orientações no hospital. Só que como eu não fiz nenhuma preparação de mamãe, acho que vale a pena.

Ok, o obstetra vai cuidar do nascimento do bebê, o pediatra vai acompanhar o nascimento e iniciará os primeiros cuidados na sala de parto e depois no berçário, e você? Quem cuida? A doula.

Doula não tem jeito, plano de saúde não paga e nem reembolsa. Você vai ouvir "Qual a importância desse profissional no dia do parto?" eles até abrem um pedido na ouvidoria, mas sem sucesso. Também precisa ser particular, esse sem opção. 

Esse profissional eu não tenho muitos orçamentos e cada um deles trabalha de maneira diferente. Varia o número de encontros antes do parto e no pós-parto, alguns auxiliam na amamentação, outros só vão te encontrar no hospital. Calcule mais ou menos 30% do que custará o obstetra. Tem pediatra que trabalha assim também, nos 30% dos honorários médicos de obstetrícia. Perto de R$500 a R$1000 você investirá na doula. A Dr.ª Paula, parcela o pagamento e faz desconto no pacote, outras eu já não tenho certeza.

Para finalizar já que você perdeu a linha mesmo (kkk) e nem sabe o que é mais ir ao shopping gastar o salário numa tarde. Mentira que eu nunca fiz isso, é uma piada! Tem o armazenamento de células tronco. Respira fundo, que lá vem o campeão de preço!

A gente já tinha desistido, antes de tentar, sabe? Nós já tínhamos informações e queriamos muito. Só que os valores que eu tinha ouvido algumas mamães falando era em torno de R$ 4000 a R$ 5000. Pensa nesses cinco mais todos os mils que eu comentei nesse post, mais o enxoval,   mais os pugs, mais as contas do mês. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! Socorro. 

Do nada, como um grande presente, no finalzinho da gestação, chega o Tiago todo feliz dizendo que a empresa que ele trabalha tem parceria com um laboratório para o armazenamento de células tronco. Eu deixei de lado o meu achismo e fui atrás de informações, embora sempre achando que ia ser desconto de 2%.

Mais para frente voltamos nesse assunto, ok? O fato é que o laboratório é um dos melhores e mais conceituados, o desconto é enorme, a empresa está com uma promoção especial para o mês e existe muita facilidade para pagar. Até dez pagamentos e o valor menos da metade do que eu esperava. O sonho começou a se aproximar mais da realidade. 

Desse episódio eu tirei uma lição: a gente não deve se recusar a tentar. Por mais que você pense que algumas coisas estão distantes, é preciso se informar e se permitir estar aberto para as mudanças e novidades desse mundo.

Enfim, ainda estamos pensando em cada um desses itens. Seria ótimo poder ter uma máquina do tempo e descobrir quais dos serviços seriam necessários e quais você poderia descartar, mas não é assim. Independente de como você espera seu bebê, essas questões todas vão esbarrar no seu dia-a-dia de gestante. Espero que você possa fazer o melhor para o seu filhote, dentro das suas possibilidades e que vocês sejam muito felizes.



"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais".
Carlos Drummond de Andrade














quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mil coisas

Isso não é um desabafo, uma chacota e nem mesmo uma indireta.

Quando eu escrevo nesse blog 80% das coisas é para eu mesma ler daqui uns dias, meses ou anos.
Essa imagem hoje foi tão esclarecedora. Embora de cabeça para baixo, essa placa de trânsito é "dê a preferência".

Lá pelo quinto ou sexto mês eu comecei a me sentir grávida, tem horas que eu ainda esqueço. Sim, eu esqueço! Mas no meio do segundo trimestre, por melhor que a gestante esteja já começamos a não ter 100% de energia e vitalidade.

Tem dias que estamos incríveis e outros que uma certa moleza é inevitável. Foi exatamente nessa época que eu comecei a ter alguns conflitos pessoais. Coisas minhas! Eu não acreditava no inconsciente coletivo de "grávida é folgada e só faz corpo mole" e ainda na tendência de só serem bem tratadas a grávida problemáticas. Isso é tão contraditório!

Tudo que vou escrever não serve para nada além de me fazer lembrar sempre do que eu não quero esquecer. Eu não me permito esquecer, para não fazer com os outros!

É muito raro ver pessoas que sedem o lugar no ônibus, se oferecem para carregar as coisas para o outro, ajudam a atravessar a rua e entendem que a preferência não é folga e privilégio: é necessidade.

Não e raro que aquela mulher que acabou de descobrir que está grávida precise de muito mais privilégio do que a está com um barrigão de nove meses. Custa ser um pouco complacente com a situação do outro? Mas, não adianta fazer xingando, tem que ser de verdade.

Tenho uma amiga querida que tem a metade do tempo de gestação que eu, no último dia que fui ao trabalho, ela estava com muita cólica, chorando e as pessoas até se preocupam, mas com muita frieza "melhorou?" todo mundo pergunta, fazer alguma coisa realmente por ela, NADA!

Eu fui na sala dela, arrumei as coisas para ela, organizei a bolsa e o armário. Fiquei do lado dela. Prestei atenção quando ela foi ao banheiro sozinha. Levei todas as nossas coisas para o carro, cuidei para ela descer o degrau, não escorregar nas poças. Naquele momento, ela precisava mais do que eu. Tinham várias pessoas na escola, mas ninguém vai para a ação.

Uma grávida ajudando a outra grávida. Dois bebês na barriga! Um com quatro meses e o outro com oito, depois de uma dia de trabalho. E a nação, estava fazendo o que? Olhando, lógico. No máximo olhando com boa intenção, mas a intenção mesmo. 

Para as minhas poucas amigas do trabalho eu sempre digo que ninguém enxerga além de si e sua família. Se é a sua filha que está chorando... é uma reação, se é outra pessoa... "Tô nem ai!" Se uma familiar meu liga no meu celular e diz que entrou uma farpa no dedo, eu movo o mundo, se é a mãe de alguém, problema dela, é frescura!

Nós não nos enxergamos enquanto humanos! É bem cada um defendendo o seu e no máximo "os de casa".

É lógico que quem eu mais amo, sempre vai ser prioridade na minha vida, mas não custa nada me colocar no lugar do outro. O que é mais chocante é que muitas vezes pessoas que já passaram pela mesma situação que você está vivendo ignoram, como se fossem completamente alheias ao que você está sentindo.

Assim que uma amiga muito querida engravidou, ela me ligou se desculpando por tudo que não tinha feito por mim no primeiro trimestre, e pelo favores que ela me pediu além do que era a minha função no trabalho. Coisa mais linda! Eu expliquei para ela que para mim não foi esforço nenhum, que eu não passei pelos mesmos sintomas que ela teve. Que não precisava se desculpar, de jeito nenhum! 

Eu espero ter essa grandeza da minha querida. Que quando eu não possa ser cortês e gentil na hora, a vida possa me colocar em situações que em pouco tempo eu possa  voltar e rever a situação, tendo tempo para acertar. 

Quantas mulheres do meu dia-a-dia, que são mães, me soltaram piadinhas: "Quantos pré-natal você faz por mês?", "Precisa de tanta ultrassom?", "Vai comer de novo?", "Toda hora no banheiro?" sem falar que os olhares, as vezes, são muito mais corrosivos e hostis do que qualquer grosseria. 

Eu antes de ficar grávida, não sabia como era gestar e acredito que ainda não vou saber de muitas coisas por qual passam gestantes que tem certas complicações e uma saúde mais frágil. Só que é inaceitável que daqui a dois anos eu esteja tendo um comportamento tão rude com qualquer outra futura mamãe que cruzar o meu caminho. Como se eu esquecesse que ir ao banheiro toda hora, não é fazer corpo mole, é necessidade.

Que memória curta nós temos, né? É tão fácil ser compreensivo, mas só quando interessa.

Se eu estiver num lugar público, fila ou qualquer situação desconfortável e chegar uma pessoa em condições de maior prioridade do que eu, vou levantar. Vou ceder o lugar! Sem cara feia, sem fingir que estou dormindo, que não vi a pessoa chegar. E mesmo que tiver um adolescente olhando para a lua para não ter que deixar de ter o seu conforto, eu não vou me irritar com ele e nem falar gracinha. Eu acredito que um dia esses corações gelados serão cotados.

De um tempo para cá, tenho evitado algumas situações de aglomeração e tenho me dado o direito de prioridade, principalmente quando vou me colocar numa situação de risco. 

Eu já tive em duas situações consideradas preferencial: agora na gestação e quando eu machuquei o pé que fiquei por uns dias sem andar. Ambas as situações são ignoradas pela sociedade. Imagino como deve ser difícil ser idoso, deficiente físico grave ou mental severo. 

Gentileza parece que não existe mais, principalmente as que você não ganha nada em troca.

Agora o que é mais complicado é isso: ao mesmo tempo que todo mundo olha torto para a gestante, se a gestante for pobremática... ai sim fica tudo bem.

É bem assim: Se você está bichada, doente, com complicações na gestação e com o bebê, sofrendo, ferrada, esfolada, pobre, miserável, sem enxoval, desempregada (deu para entender?) todas as pessoas são carinhosas, fazem de tudo, ficam ao seu lado, te protegem... são ligações, visitas e aquela bajulação de "coitadinha". "Vamos passar por tudo juntos". 

Agora experimenta ser saudável, trabalhar, ter tudo em ordem, programado e planejado... Colega, você é odiada... é sério. Começam a surgir verdadeiros motins contra você. Como assim, Jesus? Quem explica isso? Não dá para entender. 

Não me sinto e nem sou melhor do que ninguém, pelo contrário vivo me retalhando. Só que já desisti de racionalizar essas coisas. Eu tenho uma super amiga que acabou de comprar um apartamento incrível, dos sonhos. Maravilhoso, fruto de muito trabalho. Eu comprei presentinho, fui na casa dela, fiquei tão orgulhosa de ver que pessoas honestas também podem vencer na vida... só que isso não é o padrão.

É muito mais fácil o "povo" se compadecer com a miséria de um colega que está na lama, para ser despejado de casa, do que sentir-se realmente feliz e celebrar a conquista, a alegria e o que deu certo. Eu estou louca, ou é isso mesmo? Gente honesta, esforçada e que com muita luta vence na vida, não tem vez! 

Se a pessoa está de cama, em fase terminal, dependendo de um milagre para passar a cada dia é a a maior mobilização de todo mundo. Se você é saudável, dane-se? Como assim? Que sentimento é esse? Lógico que temos que ser solidários, ajudar o outro e buscarmos o melhor não só para nós. Eu entendo e fico muito feliz com a comunhão dos problemas, da dor, das doenças, dos desgostos. Só que a comunhão da alegria não existe, não fora da sua casa.

Hoje é o aniversário do meu marido e a formatura do meu primo Bruno. Duas coisas muito importantes. Mas, eu tenho certeza que muito menos "importante" para alguns do que se os dois tivessem em uma situação de desgraça. Ai, eu não sei se estou me fazendo clara. Mas, a quantidade de pessoas que vão parabenizar meu primo pela sua formatura é infinitamente menor do que as que estariam do lado dele em qualquer atitude adversa. Entende?
Eu mesmo tenho para mim que os grandes amigos são aqueles que ficam ao nosso lado nos momentos de alegria e conquista. Não vá confundir com os interesseiros. Mas, ter alguém que seja capaz de partilhar da sua alegria, de verdade, com coração aberto é muito mais raro, do que quem faça um bingo beneficente se você estiver doente. Vai entender!

Desde que eu comecei a ter coragem de dizer que eu estava grávida QUASE NINGUÉM perguntava se eu estava bem, se eu estava feliz. Era só pergunta sobre dor, desconforto, vômito, preocupações futuras, problemas, aborto. Páááááááára, Brasil! Não é possível que a gente nasce para isso. 

Me deixa ainda mais intrigada as pessoas que vivem em situações desfavoráveis só para ter atenção. Inventam problemas para estarem na "mídia". Eu não critico não, sabe que parece que esse é o jeito mais fácil de ser amado. De sobreviver! Escolha andar na linha e estará sozinho, ou com apenas os poucos queridos.

Eu sempre penso sobre isso, lembro que na época da faculdade a minha turma passou um semestre boicotando as atividades do professor mais bonzinho. Os que iam deixar de DP, que gritavam, se estressavam a  gente fazia tudo. O único totalmente equilibrado e tranquilo só era "enrolado". Até que quase no final do semestre ele nos perguntou a quem estavamos enganando e que ele não ia mais fingir que não estava percebendo o nosso "jeitinho" de resolver o problema e muito menos se obrigar a agir como os outros professores para entrar na lista das prioridades.

O que eu aprendi na disciplina dele, enquanto conteúdo, nunca vai superar essa aprendizagem, foi uma lição de vida. Será da nossa natureza bajular os doidos, privilegiar os piores e nos encantarmos com as desgraceiras?

Vai, concorde comigo! 

Se você tem dois irmãos: um compreensivo e outro barraqueiro fulerento - Para quem você alivia?

Entre sua mãe e sua sogra: uma louca e a outra equilibrada - Na casa de quem você ceia no Natal?

Duas amigas, dois filhos, dois chefes: um fofo, educado, bonzinho e o outro arrogante, prepotente, carente - Quem você privilegia?  

Entenderam onde quero chegar, né? O meu professor da faculdade sempre ia entender, como ele era mais compreensivo, flexível e do bem. A gente fazia tudo para os amargos e nada para o mais doce.

Teve um dia que eu encontrei minha mãe e brincando disse que ia começar a concordar com todo mundo. "Nathália, está enjoando muito? Engordou muito? Está sentindo muita cólica?" Eu já estava pensando em responder que sim! Mas, eu consegui! Músiquinha da vitória para mim. Continuei humildemente dizendo. "Não, está tudo bem!" O problema é que depois vem os comentários piores ainda. É nessa hora que dá vontade de mentir e dizer que está péssima. Resolve. A pessoa fica feliz! Sério. É um absurdo, mas é verdade.

Bem, Garças a Deus, eu escrevi esse post apenas para mim mesma. Quero ler isso daqui um tempo e poder lembrar desses detalhes quando for tratar o outro! Eu só posso agradecer por cada dia da minha gestação e pelas pessoas incríveis que eu tive e tenho ao meu lado.

Sem ressentimentos, sem mágoas e com muita vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Ainda mais agora que vou acabar influenciando diretamente um ser humano. 

Hoje meus agradecimentos vão especialmente a minha família e para as meninas queridas. Todas em extinção:
  • Adriana Ávila
  • Andréa Hungria
  • Carina Menezes
  • Grace Kelly
  • Glauce Beltrão
  • Andreia Guiraldella
  • Nancy Blumenfeld
  • Kélcia Seidel 
  • Natália Namora
Cada uma de vocês me fez acreditar, por algum momento que pessoas incríveis ainda existem!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Endereço de e-mail



As relações mudaram muito depois da vida virtual.

Tenho certeza que sua página nas redes sociais andam muito mais visitadas do que sua própria casa. Diante de todas as opções possíveis, escolha a que mais te faz feliz e aproveite para conversar, trocar fotos, pensamentos e acontecimentos com os seus amigos.

Quando pensamos no território profissional ainda temos que recorrer ao endereço de e-mail. Não que seus futuros empregadores não vão vasculhar seu facebook (independente se você achar isso certo ou não), mas que tal ter cuidado ao escolher o seu endereço de e-mail?

Se você está ingressando na faculdade, procurando emprego ou tentando alcançar melhores resultados em ambas as partes que tal cuidar da "imagem" transmitida pela sua arrobinha?

Para quem tem mais de um e-mail, ok! Não precisa ter pressa, mas se você usa um para tudo, como é o meu caso, vai precisar pensar melhor. Prefiro ter várias pastas para organizar assunto, do que vários e-mails. Agora, colega, se você tem apenas um endereço vamos assumir uma postura mais "direitinha" na internet?

Eu uso o hotmail. O meu endereço é nabnathalia@hotmail.com, o nab, do começo são as minhas iniciais e depois vem o meu nome, escrito como no meu registro. Básico, claro e coerente. Ataque de humildade!

É que não é nada elegante ter um endereço:

nathaliadelicia@qualquer coisa.com, 

nagatinhasensual@qualquercoisa.com,

nathaliabonitinha@qualquercoisa.com,

na_hobbies_idade_anoquenasceu_cordacalcinha_lugarondemora@qualquer coisa.com,

jhugnathaliakiukjh@qualquercoisa, 

nathalia_ama_o_Tiago_os_pugs_e_a_Olivia@qualquercoisa.com

ou ainda nathhallyaappollynariw@qualquer coisa.com (...) 

É sério gente! Se é um adolescente, tudo bem, mas se você já passou dos dezesseis, que tal mudar?

Eu já tive e-mails desse nível (nenhum dos acima), mas enquanto eles não valiam para nada de importante. Assim que você for encarando as inscrições do enem, o vestibulinho do ensino médio, o seu primeiro currículo e até mesmo falando com alguém que não tem intimidade... Não dá vergonha de falar ou escrever, meu e-mail é ...  seu nome_mulhermaduradisponível @qualquer coisa?

Gente, não precisa falar sobre a sua vida toda no e-mail. 

Desculpas como já tinha o que eu queria e o com o meu nome não estava disponível não valem, tá?

Dê preferência para a grafia do seu nome, do jeitinho que mamãe escolheu. Assim a pessoa já entende como o seu nome é escrito corretamente e facilita a identificação em uma lista gigante de endereços.

Vamos a algumas opções que eu usaria:

nathalia.apolinario.barbosa@

barbosa_apolinario_nathalia@

nathaliaapolinariobarbosa@

Eu escolhi "nabnathalia" por ser mais curto do que usar meu nome inteiro, mas não gosto de abreviar. São iniciais + primeiro nome, certo? Como tudo na vida, depende da sua personalidade. Se você banca dizer um e-mail super engraçado na frente da Dilma, quando ela for te enviar uma proposta para assumir uma secretaria qualquer, tudo bem! Agora se tu não tiver com essa bola toda, muda, vai? Tenho certeza que você vai começar a ter mais retornos.

A informalidade do nosso dia-a-dia acaba nos matando de vergonha em certas situações. 

Você encontrará um endereço para chamar de seu! Não medo de perder seus contatos, hoje existem opções de fazer a mudança gradualmente e até mesmo continuar recebendo no endereço novo, as correspondências do antigo. Sem apelidos, adjetivos, super valorização e etc. Vai ficar mais formal! Ser careta, as vezes, é muito bom.

Espero não ter ofendido ninguém, é que é um assunto divertido.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"O primeiro dia de aula - Andréa Hungria Leite"





Hoje começa aqui no blog um especial sobre os primeiros dias de aula. Esse dia feliz ou sofrido que fica na nossa memória para sempre. Pedi um pequeno texto para algumas amigas professoras. Deixei livre que elas contassem sobre como foi para elas, como agem como professora e as que são mães podiam contar também como é estar do outro lado.






Quebra-cabeça  - tema frutas - criado pela Andréa.


A nossa querida professora Andréa Hungria Leite irá ser a primeira. Essa pessoa tão especial além de uma super professora é uma amiga muito querida. A Andréa é daquelas professoras que deixaria qualquer mãe super orgulhosa e segura em confiar o seu filhote.











Quebra-cabeça - tema brinquedos - criado pelo Andréa.


Toda dedicada (a gente pega até no pé dela, as vezes, ela passa dos limites) aos alunos. É muito divertida e muito empenhada na alfabetização de seus alunos, assim como em torná-los criativos e autônomos.

A Andréa é um orgulho! Obrigada, minha querida, pela contribuição. Segue o relato da professorinha para lá de perfeita:







" Lembro-me do meu 1º dia de aula na Pré- escola (minha memória é meio ruim, mas deste dia eu lembro), continuando...Minha mãe me levou, eu estudaria na E.M. Dom Pedro I, localizada na cidade de Santos - S.P.

Entrei na escola e logo a minha frente um pátio enorme (para mim era grande), com muitas crianças e pessoas (profissionais da educação) organizando as filas e a chegada de todos... Foi rápido, minha mãe disse meu nome à uma mulher, ela disse que eu era da fila com fitinha azul e prendeu uma fitinha azul em meu uniforme...e então, foi a primeira vez que percebi que eu deveria "SER FORTE"...

Minha mãe me deixou ali, SOZINHA, num lugar que eu não conhecia, com pessoas que eu não conhecia...e eu senti muito medo e vontade de chorar...mas fui forte! Fiz minha carinha de simpática, meio tímida, e acompanhei uma "tia" até a fila (estou chorando agora ao me lembrar disto! rs). Ali fiquei quietinha, como sempre fui na escola, observando tudo caladinha, com os olhos arregalados que tenho até hoje...rs. 

Lá tinha muitas árvores, uma linda casa de bonecas onde brincávamos muito, minha sala de aula tinha mesas tão grandes e nós nos sentávamos sempre em duplas. Ao lado, uma porta de vidro bem grande, que dava para uma varanda onde também brincávamos com brinquedinhos de montar. Lembro-me também da sala de música e teatro, como eu achava tudo lindo! 

Uma vez até fizemos uma apresentação no palco da escola, dançamos Hollywood (http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/os-trapalhoes/hollywood/1722794) e lembro da minha mãe e minha avó chorando ao me ver dançar (rsrs).

Bom, hoje como professora percebo a importância de acolher cada criança que chega à escola, principalmente as de 1º ano (minha faixa etária preferida) que ainda não conhecem este novo mundo ( pois muitas não frequentaram creche, nem educação infantil, e mesmo as que frequentaram, na maioria das vezes mudam de escola ao ingressar no ensino fundamental.) 

Tento "imaginar" suas expectativas, até porque cada ser é único e cheio de tantos sentimentos, vontades... então planejo um início de relacionamento tranquilo, prazeroso, com conversas, combinados, brincadeiras, músicas, lápis de cor, folhas e desenhos, sempre com o cuidado de ser séria e brincalhona de acordo com cada momento, para que eles compreendam que entre nós deve haver respeito e amizade. E para que saibam que o espaço escolar é a oportunidade de aprenderem muitas coisas importantes que nortearão suas vidas."

ANDRÉA HUNGRIA LEITE



Mamães aguardem as próximas experiências!

Até mais

Etiqueta recém-nascida



Hoje o assunto é etiqueta e bons modos com os recém-nascidos. 


Pedrinho, nosso afilhado querido!

Óbvio que eu vou usar um filtro e palavras gentis, a Nathália 100% deixa para a mãe e pro marido. Aqui eu vou escrever 75% sobre esse assunto delicado. Isso não é falsidade, é o mínimo do comportamento político que devemos ter, certo? 

Existem assuntos muito difíceis para serem abordados, ainda mais estando grávida. De um lado eu estou escrevendo e do outro você está lendo. Nós além de lermos, interpretamos e julgamos o que os outros dizem. Não é exatamente o que a pessoa quis expressar, mas a nossa interpretação sobre aquele texto.

O mari e eu sempre temos um combinado de resolver tudo pessoalmente ou em casos extremos, no máximo, por telefone. Assim não ficam dúvidas sobre "o que o outro quis dizer com isso ou aquilo". Eu ainda acho que as coisas mais importante só pode ser realizadas, contratadas e negociadas pessoalmente.

Não sou uma pessoas de indiretas, nunca. Gosto de falas direcionadas as pessoas, sempre com respeito e calma. Do mesmo modo que não gosto de ficar soltando gracinhas, até que ela encontre o seu destinatário; tenho horror aos comportamentos "eu falo mesmo", "eu digo é na cara" e "falou o que quis, escuta o que não quis". 

Será que um dia a temperança, minha busca de todos os dias, fará parte do nosso cotidiano? Somos capazes de sermos sinceros, sem ser arrogantes? Somos capazes de sermos educados, sem ter que abaixar a cabeça em nome das convenções sociais. Complicado, né?

Tudo que eu falar sobre gravidez, recém-nascido e bebês não vá - você - pensar que é uma indireta. Se o assunto não te interessa: pare de ler e vai ver fotinha das festinhas. 

Eu não ia comentar sobre isso, fico cheia de dedos. Preocupada que as pessoas entendam como uma maneira de mandar recado, não é.

Em algumas coisas eu sou bem contraditória. Reconheço! Por isso deixe nos comentários suas experiência e opiniões. Eu adoro mudar de ideia. Não tenho nenhum problema em "dar o braço a torcer". 

Vamos aos tópicos!

Gestação

Eu adoro mimar as grávidas. Acho um momento importante e único. As crianças são a renovação e a esperança do nosso futuro. Eu dou presente, ligo, deixo recado, faço desenho. Brinco em palpitar o sexo do bebê. Sempre pergunto: Como está sendo a gestação? Como está o desenvolvimento do bebê? Como a grávida está se sentindo? Ofereço ajuda. Quando acho um texto ou poema bonito, mando para as gra-vidinhas. Pronto! 


Barriga linda, dentro estava o Pedrinho.
Gosto de conversar sobre aleitamento e parto. Só que a minha opinião, quando não é solicitada "EU GUARDO PARA MIM". Zero de comparações, palpites, crendices e histórias mirabolantes. Zeeeeeeeeeeero! Uma regra de ouro: cada grávida é uma, cada gestação é uma, cada bebê é um! Tudo no singular, tudo na exclusividade. Eu me sinto muito mais amada em silêncio do que falando horrores sobre o que a grávida não quer escutar.

Lógico que depende muito da sua intimidade com a gestante. Mas, mesmo assim a pessoa gesta sozinha! Deixe grávida em paz. Paz pode ser um oi, paz pode ser um carinho, paz pode ser silêncio, paz pode ser a sua companhia e paz pode ser festa.

Adoro falar com a minha família sobre gravidez. Amo receber carinho, ser mimada pelos meus amigos. Fico encantada com a proteção que recebo dos meus colegas de trabalho e dos meus aluninhos. Só que sempre tem um ou outro para vir com todos os piores assuntos. A pessoa deve ficar em casa, gastando todo o  seu tempo fazendo um check-list sobre como acabar com o dia de uma pessoa grávida.

Para quem me conhece, sabe que é preciso de muito para me tirar do sério, e se não for uma pessoa que eu ame muito, nada do que ela faça vai me atingir. É que algumas amigas dizem que eu tenho sessenta anos, mas na verdade eu fui criada por uma monja, né minha gente!

Eu escutei de tudo na gravidez: abortos espontâneos, muito sobre gravidez psicológica (minha barriga demorou aparecer, esse era o assunto preferido de alguns "amigos"), muitos temidos partos horrorosos de ''aconteceu com a amiga da minha amiga", muitas perdas e morte de bebês.

Parece mentira, mas não é! O povo fala muita besteira. Eu posso dizer que eu tenho muito equilíbrio, para essas coisa, ao menos. Eu sei ser surda por opção. Sei ligar o mute quando precisa ou também deixar que tudo aquilo passe pelos meus ouvidos, sem deixar que entre na minha cabeça e principalmente no meu coração. Não guardo a menor mágoa de que disse.

Só que conheço muitas amigas que sofrem. Que não saem de casa para não encontrar ninguém com suas opinião indesejáveis. Olha que coisa chata! Uma pessoa se privar de sair da sua casa e praticamente viver escondida para não ouvir inconveniências. Tenha dó! Eu tenho muita dó. 

Hora do parto e trabalho de parto 

A menos que você tenham muita intimidade, não cobre os futuros papais de te avisarem a hora exata que saírem para o hospital. É muita coisa para ser pensada e decidida. Não é por mal. Todas as pessoas vão ficar sabendo. Não fique triste se você não ficar sabendo da própria mãe ou pai do bebê a hora certinha que estão saindo para começar todo o processo do nascimento.

Aqui vale também a intimidade que você tem com a família. O trabalho de parto pode demorar muito, ou acontecer em segundos. Os procedimentos médicos são muito particulares. Em alguns casos você será bem-vindo em outros não. Eu, pessoalmente, não pergunto nada, não ligo e não vou. Tento ficar sabendo por outras pessoas, para evitar os tumultos. 


Primeiros momentos do Pedrinho!


Eu não liguei nem para a minha comadre, quando o meu afilhado nasceu. Esperei ser informada. Dei prioridade para os familiares e os parentes. Esperei a minha vez, sabe como é? Cada uma sabe quando é a sua vez. 

Visitas: na maternidade

Tenho uma amiga que diz que eu dos seus maiores arrependimentos foi ter convidado o mundo todo para ir à maternidade. Ela passou por momentos difíceis e depois, na hora, não deu conta de receber as visitas. Tem outras que se sentiram abandonadas e ficavam esperando o tempo todo, os seus queridos.

Acho que isso a gente só descobre na hora mesmo. Se foi um parto tranquilo, uma pessoa tranquila, um recém-nascido tranquilo. Beleza! E se for diferente? Já pensou nisso? Eu penso! Com cada gravidinha é diferente. Não é só o bebê recém-nascido, os pais também acabaram de nascer. né?

Eu já fui na maternidade, em alguns casos. Procuro ir sem muitos cosméticos, sem perfume e com uma roupa sem enfeites, sem salto. Até cheiro nos cabelos, eu evito. O mais básico possível. Evito qualquer barulho, cheiro e bagunça. Falo baixo e bem calmo. Me direciono sempre primeiro a mãe, depois ao papai (se houver) e por último ao bebê. Isso não é uma regra. Mas, eu gosto de agir assim.


Primeiros dias de vida do Pedrinho!
Quanto aos presentinhos, não gosto de ir sem levar nada. Tento ser prática. Maternidade é lugar de no máximo um mimo. Presentes grandes não são bacanas. Dê depois! Entrego o presente para o pai ou para a avó e comunico a mãe. Quando conheço a mamãe, levo um presente para a mamãe, só. Se eu ficar em dúvida, levo para o bebê, é mais difícil de errar.

Eu geralmente pergunto se a mãe está bem, dentro do possível. Ofereço ajuda ao papai e fico contemplando o bebê. A gente não pega bebê recém-nascido no colo. Isso não significa que ninguém vai poder pegar a Olívia no colo, certo? Pode pegar.

Com o  pouco que eu (acho) que sei sobre as primeiras horas de vida, devido aos estudos de psicomotricidade e desenvolvimento motor, prefiro não pegar. Eu não sinto vontade, prefiro fica olhando aqueles movimentos lindos e espontâneos que acontecem no bercinho. Se eu tivesse vontade e os pais me oferecessem para pegar o bebê, eu pegaria, sério! 

Fico pensando que aquele pequeno ser acaba de passar por uma mudança brusca. Está aprendendo tanto coisa. Tem que respirar, mamar, chorar e arrumar meios para se comunicar. Será que ele já "entendeu" que ele era uma coisa na barriga e agora é outra? Será que aquele pequeno já está conseguindo sentir o que é o seu próprio corpo?

Eu nunca peguei um bebê no hospital. O Tiago já pegou o Pedrinho. A mãe dele, mandou. É a Dani, manda! Eu abracei o Tiago, o Paulo fotografou e a gente devolveu. Eu não aconselho você pedir para pegar, você pode levar um não. Fica um clima desagradável. Esperem te oferecer.

Pedrinho, segundo dia de vida!

A gente não beija e nem toca no bebê, no máximo eu passo a mão bem de levinho e por cima da roupa. Com toda a paz do planeta. O bebê está criando o vinculo com os seus pais, não gosto de interferir nisso, não.

Mesmo com a política de não pegar bebês no colo, eu limpo as minhas mãos. Lavo até os braços e passo álcool. Afinal, não precisa enfestar o espaço de bactérias e  sujeiras que a gente traz da rua. O que puder evitar, melhor.

Nunca vou no primeiro dia. É muita coisa para se pensar. A mulher, mãe recém-nascida, pode estar aprendendo a amamentar ou mesmo se recuperando do parto. O pai pode estar um pouco embaraçado resolvendo a parte burocrática. Tem os avós e os titios que na minha opinião são prioridades. 

Sempre ligue e combine o melhor horário. Nunca apareça sem avisar. 


Visitas: na casa

Se a mãe aceitar as visitas na maternidade, faça isso. No hospital tem toda a equipe médica e os cuidados necessários para receber as visitas de forma mais organizada. Já em casa, continua valendo a regra de intimidade. Afinal, não tem a mesma estrutura do hospital.

O filho dos meus primos Anne e André já tem mais de um mês e eu ainda não fui na casa deles para fazer a visita. Conheci o Davi no seu segundo dia de vida. Conservo muito com a Anne, peço muita ajuda e dicas. Só que agora já me sinto mais a vontade para ligar e marcar para ver os três. Antes, só acompanhando de longe. Isso não significa menos carinho. É só mesmo um tempo de "respiro" para essa nova fase da família.

Quanto as visitas sempre avisar e chegar na hora marcada, nem antes, nem depois. Os horários da família ainda estão flutuantes. Eles podem estar dormindo em horários nada convencionais. A visita tem que ser conveniente para você? Não para o bebê. Você, se adapte!


Pedrinho lindo demais!
Lembre-se que os bebês mamam a toda hora. Não é toda mulher que amamenta na frente de outras pessoas. Mesmo pessoas intimas, quando começam a se movimentar para amamentar,  eu saio. Espero na sala, ou em outro lugar. 

Não dá para esperar atenção total do anfitrião. Por mais que ele tente ser amável, terá outras situações que não permitirão entrega total a visita. Entenda isso.

Nunca acorde ou bebê ou fique esticando a visita, esperando até ele acordar. Eu demorei três meses para ver meu afilhado com os olhos abertos. Meio abertos, vai... ele é japa! Sempre que nós íamos ao seu encontro ele estava dormindo. Isso foi até virando uma brincadeira nossa. Para que a pressa? A prioridade é o conforto do bebê.

Dependendo (mais uma vez) da intimidade, a mãe pode confiar o bebê à você para fazer alguma tarefa domestica ou tomar um banho. Ofereça, mas não insista. Tem papais que não se sentem seguros em deixar os filhos longe de seu olhar. Isso é normal!

Você poderá também se doar a fazer alguma coisa para a casa. Vai de cada pessoa. Colocar a roupa na máquina, varrer a casa, fazer um suco, passar a roupinha do bebê ou secar a louça. Tenho pavor que alguém lave a louça na minha casa.

Eu ficaria ainda mais constrangida, se eu ouvisse o barulho da torneira ou alguém me perguntasse onde está a esponjinha, do que uma pilha de louça na pia da minha cozinha. Tenho certeza, que outras pessoas adorariam uma ajuda nas tarefas do lar.

Não fique falando das suas experiências sem que tenham te perguntado. Palpites e histórias negativas, não! Não dê conselhos. Não se meta em nada. Aquela situação é única. Nada de expor seus pensamentos quanto: banhos, amamentação, rotina, cólicas, chupeta, mamadeira, nada. N-a-d-i-n-h-a!


O dia que eu vi pela primeira vez os olhos super abertos (sóquenão) e o sorriso do Pedrinho!
Eu não sei como vou passar por cada uma dessas fases. Não tem como prever. Lógico que tem pessoas e pessoas. Então, eu prefiro voltar aqui mais para frente e contar como foi que passei por isso. Já quando estou do outro lado é sempre bom ponderar. Análise a sua intimidade com as pessoas e o quanto você participa da vida dela e, ela da sua.

Tem gente que é a minha vida, desde o dia que eu nasci. Se esses não forem ver a Olívia no hospital, eu vou pedir pro marido buscar em casa. HUMP!

Me conte como foi som você? Como você age?


O próximo ETIQUETA será sobre eventos: casamento!