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sexta-feira, 3 de maio de 2013

A primeira ida ao pediatra

Na semana 37 nós fomos a primeira vez ao pediatra. Não é um procedimento necessário na gestação, mas eu tinha algumas dúvidas que gostaria de esclarecer e ouvir a opinião de um especialista.

É normal que você, futura mamãe, fique um pouco atrapalhada com tantas opiniões, dicas, crendices e palpites durante a gravidez.O fato é que todo mundo, menos você, sabe o jeito certo de cuidar de um recém-nascido. Não é assim que a gente se sente?

Um dia antes da consulta peguei meu caderninho da gestação da Olívia e anotei tudo o que eu não sabia. Mesmo sabendo que muitas dessas incertezas seriam explicadas na maternidade.

A pediatra começou me explicando sobre todo o procedimento que acontece com o bebê na sala de parto e no berçário. Depois de explicar tudo o que seria realizado, examinado e falado sobre as primeiras vacinas, partimos para os primeiros cuidados com o recém-nascido.

Primeira consulta - A Dr.ª Tati tinha me explicado que o prazo para o bebê ir ao pediatra pela primeira vez é de uma semana a no máximo dez dias de vida. Foi exatamente isso que a  pediatra recomendou. Ela ainda pediu para no dia que for sair com o bebê para a consulta , tentar agendar todos os testes e procedimentos da primeira semana.

Assaduras - Para assaduras foram indicados os cremes de proteção, que evitam o aparecimento desse incomodo. Podendo ser usado qualquer um a escolha da mamãe, desde que não tivesse nistatina e corticoide na formulação esse só devem ser receitados pelo pediatra, depois de avaliação da pele do bebê. Na minha receita veio como sugestão: hipoglós amêndoas, bepantol baby e duas outras que eu não conhecia. Cetrilan e Dersani baby.

Vamos por partes: 

HIPOGLÓS: é a pomada tradicional, que todo mundo usa e conhece. Eu particularmente gosto bastante, a parte mais desagradável é que não é tão fácil de remover a cada troca de fraldas, por isso muitas mamães preferem usá-la apenas a noite. Usando algo mais leve para o dia.

BEPANTOL BABY: tem sido uma das sensações do momento. Ela facilita demais o uso, por formar uma camada fininha, que absorve bem na pele. Como prevenção acho campeã, para quando a pele já está um pouco irritada, não traz um alívio imediato.

DERMODEX PREVENT: sempre foi a indicação da minha mãe, como uma das top pomadas de prevenção de assaduras. Realmente é uma das melhores opções. Para mim é uma intermediária entre a proteção da hipoglós, só que com as facilidades da bepantol. A Dermodex prevent forma a cama fininha, absorve super bem e traz uma sensação de alívio instantânea. 

CENTRILAN - CREME PROTETOR: para mim é novidade, mas dizem fazer parte do grupo de pomadinhas que trazem alívio imediato. Mesmo sendo ainda indicada como preventiva, ela quase chega ser da linha de tratamento pela eficiência, resolvendo imediatamente a vermelhidão e irritação da pele. Embora seja descrita como creme protetor é uma pomada bem densa, nesse aspecto próxima a hipoglós. Super indicada para fins mais específicos, porém pode ser usada no dia-a-dia.

DERSANI BABY: fiquei super interessada em experimentar essa! Foi a que a pediatra falou com mais entusiasmo e a apresentação não é em creme/pomada, mas uma loção oleosa infantil. Dizem ser imbatível contra assaduras e brotoejas, um excelente dermoprotetor, ótimo na reconstrução da pele e útil até para unhas: tanto fortalecimento e saúde, quanto para aplicar depois de cortar as unhas do bebê para evitar inflamações. Faça uma pesquisa rápida na internet e veja a quantidade de pessoas que indicam esse produto como quase um milagre para a pele.

WELEDA BABY: tenho vontade de experimentar essa também. É a mais indicada pela linha de pediatras que abusam de produtos naturais. É considerada a menos agressiva para a pele, considerando o uso produtos químicos desnecessários na maioria das pomadas para assadura.

CHÁ DE CAMOMILA: eu adoro opções alternativas. Sempre escuto que é uma versão excelente de cuidados para a pele do bebê: um cházinho de camomila morninho, aplicada com um algodão. Tomara que seja verdade que é ótimo para acalmar a pele :-)

Tem que ter - Eu evito o máximo a compra de coisas desnecessárias, então, muito dos apetrechos de bebê faltam nas gavetas da Olívia. Acho um exagero pegar tudo o que tem para vender na farmácia e estocar em casa, mas também não quero ser negligente com os cuidados à pequena. Esse foi um dos principais motivos que fui a consulta!


Medicação: Eu detesto remédios, queria muito poder viver sem. Para mim é quase um crime dar remédios para um bebê recém-nascido, mas eu sei que vou mudar de opinião. A pediatra disse que toda mamãe deve ter em casa: novalgina (dipirona) e tylenol (paracetamol), ambos na versão pediátrica, apresentado em gotas. 


Cuidados nasais: Assim como as pomadinhas, a pediatra me deixou livre para escolher entre Rinosoro, Salsep 360 e flaconetes de soro fisiológico. Pelo que entendi é tudo a mesma coisa: cloreto de sódio a 0,9%. Também pediu para que eu providenciasse um aspirador nasal. Muitas mamães preferem o da marca Nuk.

Dormir - Como sempre escuto muitas opiniões diferentes. Sem dúvida um dos assuntos mais polêmicos em relação ao recém-nascido.

Posição para dormir: A pediatra repetiu fervorosamente: barriga para cima, sempre! Indicou a compra de um suporte anti-refluxo infantil. Ahhhhh, que saco, eu queria o berço sem nada! Se bem que eu ouvi que o jeito mais seguro é usá-la embaixo do colchão. Veremos!

Segurança ao dormir: Berço livre. Só a estrutura, o colchão e o lençol com elástico. Tchau: protetor de berço, móbile, enfeite, brinquedo, almofada, travesseiros, juntadores de pó e impedidores de circulação de ar. Amo assim.

Cuidado do coto umbilical - O umbigo deve ser limpo com álcool 70%. Não precisa se preocupar em não encostar a fralda e nem fazer uso de nenhuma faixa ou bandagem.

Uso da chupeta - Pediu para que eu tivesse ao menos uma em casa e depois procurasse o melhor modelo. Chocada! 

Cólicas - Não fazer o uso de nenhum medicamento. 

Amamentação - Mesmo recebendo bastante orientação, restavam duas dúvidas uma era quanto acordar ou não o bebê para mamar caso ele ultrapasse 3 horas de sono sem solicitar as mamas. Sim! O bebê deve mamar no mínimo a cada três horas, sempre no sistema de livre demanda. A outra dúvida era quanto a troca de um seio para o outro. Essa só deve ser feita após o total esvaziamento de um dos lados, afinal é o 'fim' do leite que  tem mais propriedades nutricionais: engorda o bebê, permite que ele fique saciado e tranquilo.

Protetor solar e repelente - Não fazer o uso até a criança completar um ano. Usar métodos alternativos, como evitar horários em que o sol é prejudicial e utilizar os repelentes naturais. Repelente de ambiente: spray e tomada, jamais!

Termômetro - A pediatra utiliza no consultório um termômetro auricular, mas deixou que eu escolhesse entre qualquer uma das diversas opções no mercado.

Sling, wrap e banho de balde - Liberado!


Bem, é o que temos para hoje! Esse post mais do que o que eu concordo ou pretendo fazer, serve para que eu possa registrar o nosso primeiro contato com um pediatra, e que venham os próximos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Entrevista com o anestesista - pré-parto

O procedimento de passar por entrevista antes de uma cirurgia é bastante comum. Porém muitos obstetra não fazem questão dessa etapa. A Dr.ª Tati sempre adota essa atitude com as suas gestantes. Então, adivinhem? A Nathália foi passar por essa avaliação antes do parto. 

Eu nunca imaginei que esperaria tanto para ser atendida. Muita gente, muita gente, muita gente para passar pelo anestesista. Um absurdo de mais ou menos quatro horas de espera. Acreditam?

Existe uma ficha enorme que você mesma preenche, o anestesistas faz algumas perguntas, verifica pressão arterial, peso, altura e abertura da boca. Também pede seus exames anteriores e faz várias anotações. Dessa consulta a gestante sai com um laudo autorizando o parto e descrevendo se existe algum recomendação específica. 

A médica conversou comigo sobre parto e explicou os tipos de anestesia: como funciona o uso de cada uma e quando são usadas, mas que tudo isso passa pelas escolhas do obstetra no desenvolvimento do pré-parto.

Para mim, que estou no fim de uma gravidez saudável, Graças a Deus, não fez muita diferença. Mas, a gente nunca sabe! Como não faz mal é uma prevenção e um facilitador, quando chegarmos no hospital. Esse documento é recebido pela equipe de anestesista de plantão que já tem um pré-atendimento de suas condições e necessidades.

Ufa! Mais uma etapa.