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terça-feira, 30 de abril de 2013

Quanto custa um bem-nascido?

Não, eu não estou falando do bolinho versão maternidade do bem-casado. É de bebê mesmo. Para nascer um bebê, quanto custa?




A minha gestante inspiração é uma adolescente de quinze anos que teve sua filha por parto normal, com a maior naturalidade do universo. O parto foi realizado pelo médico plantonista, através do sistema único de saúde. Uma ida ao hospital, a internação e pronto! Esse é um dos bebês mais bem-nascidos que eu conheço.
Com o mínimo de recursos possíveis e toda a força da nossa natureza de reprodução, nasceu uma bebê linda e saudável. Será que algo pode ser mais perfeito do que isso?

Por outro lado, nós queremos nos cerca de cuidados e assim que uma mulher descobre que está grávida sua inocente cabecinha pensa que precisará organizar o orçamento para preparar o quartinho, o carrinho e comprar muitas fraldinhas. Certo? Errado! A futura mamãe, de primeira viagem, nem imagina quanto precisará desembolsar para o nascimento do seu bebê, se desejar ter um atendimento minimamente mais humano.

Com sorte, você terá um plano de saúde maravilhoso, um obstetra que lhe atenderá no pré-natal e no parto pelo seu convênio médico e sairá feliz e saltitante com o seu filho para a sua casa. Só que se você não se deparar quanto tantas facilidades, precisará de um pouco todo do seu salário para garantir a chegada do seu bebê. 

A mulher e seu parceiro irão decidir qual o melhor custo-benefício para a família e tentar adequar o que pretendem a dura realidade da vida. Mesmo tendo dois, d-o-i-s, DOIS, 2 (deu para entender?) planos de saúde, não foi uma, nem duas vezes que precisamos desembolsar para sermos atendidos com o mínimo de qualidade.

A gente pensa que é frescura, quando é o outro. Mas, qual será a sua reação ao se ver precisando de atendimento médico na enorme fila do pronto-atendimento? E quando não tiver ultrassom para a data que você necessita de avaliação? E se algum procedimento médico tiver que ser esperado por um tempo que para você não é viável?

A vidinha intrauterina é rápida e semanas fazem muita diferença no acompanhamento da saúde do seu filho. Lógico que em tese, toda criança vai nascer do jeito que tiver que ser, mas você vai confiar no acaso?

Logo na sua primeira consulta pré-natal, é capaz que você ouça seu querido ginecologista  dizer que ele te acompanhará durante os nove meses de gestação, porém para a presença e disponibilidade na a sala de parto, você terá que arcar com os honorários médicos. Você pode concordar ou não, mas é fato que os valores repassados pelos planos de saúde aos médicos são irrelevantes.

Durante a gestação da Olívia nos descobrimos que planos médicos servem para exames clínicos e consultas despretensiosas. Na hora da emergência, você vai ter que escolher entre partir pro particular ou aguardar. Planejamento é tudo. Quanto mais organizada e adiantada a futura mamãe for, mais poderá aproveitar o seu benefício.

Quanto ao reembolso que os convênios prometem, dê uma passada pelo 'reclame aqui' e tire suas próprias conclusões. Existem médicos que mesmo que não aceitem o seu convênio, de dão um desconto, outros cobram menos se você não 'precisar' do recibo.

Qualidade no atendimento, assistência médica, pontualidade, disponibilidade e cuidado vão custar muito mais do que o bercinho, viu mamãe? Antes de estar grávida eu achava  um absurdo tantas coisas, hoje eu entendo que tudo tem duas versões e muitas razões para ser do jeito que é.

Aqui na Baixada Santista ainda existem obstetras que não cobram para estar na sala de parto (só conheço uma!), mas os valores estão entre R$1500 e R$4500. Esses valores são negociados no início da gestação. Os pagamentos são bem distintos: parcelamento fixo durante a gestação, depois da semana 36, só depois do parto, em cheque, cartão de crédito, em dinheiro, por depósito bancário.

Uma das suas primeiras escolhas da sua gravidez vai ser: um médico que atenda o seu plano e não cobre pelo parto, um médico que atenda o seu plano e só cobre à parte a sala de parto, ou uma médica maravilhosa que te liga, manda sms e e-mail, sabe seu nome e tudo sobre você e seu bebê sem precisar ver na ficha, te atende sem limite de tempo e quantas vezes for preciso, esclarece suas dúvidas, resolve todas as suas pendências médicas, porém você paga a consulta e a sala de parto. E eu sou uma pessoa neutra e imparcial! kkk...

Como sempre, como minha mãe me ensinou, é a PRIORIDADE. Nós escolhemos economizar no enxoval, importados e frufrus para a Olívia. A nossa opinião é que essas coisas a gente pode dar a ela ao longo da vida e que esse momento a gente nunca mais poderá voltar e fazer diferente.

Ser justo consigo mesmo. O que você acredita ser o melhor para a sua gestação, vai ser sem dúvida o melhor para você, seu bebê e sua família. Não existe o certo, existe o que te faz feliz. Todas as formas de encarar esse momento vão nos levar a caminho parecidos, no final das contas só vai fazer diferença mesmo como você encarou cada uma das etapas.

Bem, até aqui eu só falei em obstetra, certo? Só que tem mais. 

No final da gestação seu obstetra provavelmente vai te indicar um pediatra. Lógico que toda mamãe deseja que os primeiros momentos do seu bebê seja com o médico que cuidará dele por anos a fio. Só que lógico que poderão existir vários contratempos, impossibilitando que isso aconteça.

O lado bom de ter o pediatra que você escolheu na sala de parto é que será muito mais eficiente o atendimento nas primeiras consultas. Se for um parto através de cesária, já deixe agendada uma consulta mais ou menos uma semana depois do nascimento do seu bebê. Parto normal, vai ter que arriscar e talvez acertar. Ou você está pensando que será só abrir o livrinho do plano de saúde e pedir uma consulta com o pediatra desejado para a mesma semana, desiste!

Os valores para pagar o pediatra particular para a sala de parto variam entre R$500 e R$1500 pelo que pesquisei até o momento. Nenhum dos que eu recebi indicação vão ao hospital que escolhemos para a Olívia nascer, então por enquanto nós vamos ser atendidos pelo pediatra plantonista da maternidade. Essa semana vamos a consulta com uma pediatra para pedirmos dicas para os primeiros cuidados com o recém-nascido.

A Dr.ª Tati já me disse que eu vou receber essas primeiras orientações no hospital. Só que como eu não fiz nenhuma preparação de mamãe, acho que vale a pena.

Ok, o obstetra vai cuidar do nascimento do bebê, o pediatra vai acompanhar o nascimento e iniciará os primeiros cuidados na sala de parto e depois no berçário, e você? Quem cuida? A doula.

Doula não tem jeito, plano de saúde não paga e nem reembolsa. Você vai ouvir "Qual a importância desse profissional no dia do parto?" eles até abrem um pedido na ouvidoria, mas sem sucesso. Também precisa ser particular, esse sem opção. 

Esse profissional eu não tenho muitos orçamentos e cada um deles trabalha de maneira diferente. Varia o número de encontros antes do parto e no pós-parto, alguns auxiliam na amamentação, outros só vão te encontrar no hospital. Calcule mais ou menos 30% do que custará o obstetra. Tem pediatra que trabalha assim também, nos 30% dos honorários médicos de obstetrícia. Perto de R$500 a R$1000 você investirá na doula. A Dr.ª Paula, parcela o pagamento e faz desconto no pacote, outras eu já não tenho certeza.

Para finalizar já que você perdeu a linha mesmo (kkk) e nem sabe o que é mais ir ao shopping gastar o salário numa tarde. Mentira que eu nunca fiz isso, é uma piada! Tem o armazenamento de células tronco. Respira fundo, que lá vem o campeão de preço!

A gente já tinha desistido, antes de tentar, sabe? Nós já tínhamos informações e queriamos muito. Só que os valores que eu tinha ouvido algumas mamães falando era em torno de R$ 4000 a R$ 5000. Pensa nesses cinco mais todos os mils que eu comentei nesse post, mais o enxoval,   mais os pugs, mais as contas do mês. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! Socorro. 

Do nada, como um grande presente, no finalzinho da gestação, chega o Tiago todo feliz dizendo que a empresa que ele trabalha tem parceria com um laboratório para o armazenamento de células tronco. Eu deixei de lado o meu achismo e fui atrás de informações, embora sempre achando que ia ser desconto de 2%.

Mais para frente voltamos nesse assunto, ok? O fato é que o laboratório é um dos melhores e mais conceituados, o desconto é enorme, a empresa está com uma promoção especial para o mês e existe muita facilidade para pagar. Até dez pagamentos e o valor menos da metade do que eu esperava. O sonho começou a se aproximar mais da realidade. 

Desse episódio eu tirei uma lição: a gente não deve se recusar a tentar. Por mais que você pense que algumas coisas estão distantes, é preciso se informar e se permitir estar aberto para as mudanças e novidades desse mundo.

Enfim, ainda estamos pensando em cada um desses itens. Seria ótimo poder ter uma máquina do tempo e descobrir quais dos serviços seriam necessários e quais você poderia descartar, mas não é assim. Independente de como você espera seu bebê, essas questões todas vão esbarrar no seu dia-a-dia de gestante. Espero que você possa fazer o melhor para o seu filhote, dentro das suas possibilidades e que vocês sejam muito felizes.



"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais".
Carlos Drummond de Andrade














quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mil coisas

Isso não é um desabafo, uma chacota e nem mesmo uma indireta.

Quando eu escrevo nesse blog 80% das coisas é para eu mesma ler daqui uns dias, meses ou anos.
Essa imagem hoje foi tão esclarecedora. Embora de cabeça para baixo, essa placa de trânsito é "dê a preferência".

Lá pelo quinto ou sexto mês eu comecei a me sentir grávida, tem horas que eu ainda esqueço. Sim, eu esqueço! Mas no meio do segundo trimestre, por melhor que a gestante esteja já começamos a não ter 100% de energia e vitalidade.

Tem dias que estamos incríveis e outros que uma certa moleza é inevitável. Foi exatamente nessa época que eu comecei a ter alguns conflitos pessoais. Coisas minhas! Eu não acreditava no inconsciente coletivo de "grávida é folgada e só faz corpo mole" e ainda na tendência de só serem bem tratadas a grávida problemáticas. Isso é tão contraditório!

Tudo que vou escrever não serve para nada além de me fazer lembrar sempre do que eu não quero esquecer. Eu não me permito esquecer, para não fazer com os outros!

É muito raro ver pessoas que sedem o lugar no ônibus, se oferecem para carregar as coisas para o outro, ajudam a atravessar a rua e entendem que a preferência não é folga e privilégio: é necessidade.

Não e raro que aquela mulher que acabou de descobrir que está grávida precise de muito mais privilégio do que a está com um barrigão de nove meses. Custa ser um pouco complacente com a situação do outro? Mas, não adianta fazer xingando, tem que ser de verdade.

Tenho uma amiga querida que tem a metade do tempo de gestação que eu, no último dia que fui ao trabalho, ela estava com muita cólica, chorando e as pessoas até se preocupam, mas com muita frieza "melhorou?" todo mundo pergunta, fazer alguma coisa realmente por ela, NADA!

Eu fui na sala dela, arrumei as coisas para ela, organizei a bolsa e o armário. Fiquei do lado dela. Prestei atenção quando ela foi ao banheiro sozinha. Levei todas as nossas coisas para o carro, cuidei para ela descer o degrau, não escorregar nas poças. Naquele momento, ela precisava mais do que eu. Tinham várias pessoas na escola, mas ninguém vai para a ação.

Uma grávida ajudando a outra grávida. Dois bebês na barriga! Um com quatro meses e o outro com oito, depois de uma dia de trabalho. E a nação, estava fazendo o que? Olhando, lógico. No máximo olhando com boa intenção, mas a intenção mesmo. 

Para as minhas poucas amigas do trabalho eu sempre digo que ninguém enxerga além de si e sua família. Se é a sua filha que está chorando... é uma reação, se é outra pessoa... "Tô nem ai!" Se uma familiar meu liga no meu celular e diz que entrou uma farpa no dedo, eu movo o mundo, se é a mãe de alguém, problema dela, é frescura!

Nós não nos enxergamos enquanto humanos! É bem cada um defendendo o seu e no máximo "os de casa".

É lógico que quem eu mais amo, sempre vai ser prioridade na minha vida, mas não custa nada me colocar no lugar do outro. O que é mais chocante é que muitas vezes pessoas que já passaram pela mesma situação que você está vivendo ignoram, como se fossem completamente alheias ao que você está sentindo.

Assim que uma amiga muito querida engravidou, ela me ligou se desculpando por tudo que não tinha feito por mim no primeiro trimestre, e pelo favores que ela me pediu além do que era a minha função no trabalho. Coisa mais linda! Eu expliquei para ela que para mim não foi esforço nenhum, que eu não passei pelos mesmos sintomas que ela teve. Que não precisava se desculpar, de jeito nenhum! 

Eu espero ter essa grandeza da minha querida. Que quando eu não possa ser cortês e gentil na hora, a vida possa me colocar em situações que em pouco tempo eu possa  voltar e rever a situação, tendo tempo para acertar. 

Quantas mulheres do meu dia-a-dia, que são mães, me soltaram piadinhas: "Quantos pré-natal você faz por mês?", "Precisa de tanta ultrassom?", "Vai comer de novo?", "Toda hora no banheiro?" sem falar que os olhares, as vezes, são muito mais corrosivos e hostis do que qualquer grosseria. 

Eu antes de ficar grávida, não sabia como era gestar e acredito que ainda não vou saber de muitas coisas por qual passam gestantes que tem certas complicações e uma saúde mais frágil. Só que é inaceitável que daqui a dois anos eu esteja tendo um comportamento tão rude com qualquer outra futura mamãe que cruzar o meu caminho. Como se eu esquecesse que ir ao banheiro toda hora, não é fazer corpo mole, é necessidade.

Que memória curta nós temos, né? É tão fácil ser compreensivo, mas só quando interessa.

Se eu estiver num lugar público, fila ou qualquer situação desconfortável e chegar uma pessoa em condições de maior prioridade do que eu, vou levantar. Vou ceder o lugar! Sem cara feia, sem fingir que estou dormindo, que não vi a pessoa chegar. E mesmo que tiver um adolescente olhando para a lua para não ter que deixar de ter o seu conforto, eu não vou me irritar com ele e nem falar gracinha. Eu acredito que um dia esses corações gelados serão cotados.

De um tempo para cá, tenho evitado algumas situações de aglomeração e tenho me dado o direito de prioridade, principalmente quando vou me colocar numa situação de risco. 

Eu já tive em duas situações consideradas preferencial: agora na gestação e quando eu machuquei o pé que fiquei por uns dias sem andar. Ambas as situações são ignoradas pela sociedade. Imagino como deve ser difícil ser idoso, deficiente físico grave ou mental severo. 

Gentileza parece que não existe mais, principalmente as que você não ganha nada em troca.

Agora o que é mais complicado é isso: ao mesmo tempo que todo mundo olha torto para a gestante, se a gestante for pobremática... ai sim fica tudo bem.

É bem assim: Se você está bichada, doente, com complicações na gestação e com o bebê, sofrendo, ferrada, esfolada, pobre, miserável, sem enxoval, desempregada (deu para entender?) todas as pessoas são carinhosas, fazem de tudo, ficam ao seu lado, te protegem... são ligações, visitas e aquela bajulação de "coitadinha". "Vamos passar por tudo juntos". 

Agora experimenta ser saudável, trabalhar, ter tudo em ordem, programado e planejado... Colega, você é odiada... é sério. Começam a surgir verdadeiros motins contra você. Como assim, Jesus? Quem explica isso? Não dá para entender. 

Não me sinto e nem sou melhor do que ninguém, pelo contrário vivo me retalhando. Só que já desisti de racionalizar essas coisas. Eu tenho uma super amiga que acabou de comprar um apartamento incrível, dos sonhos. Maravilhoso, fruto de muito trabalho. Eu comprei presentinho, fui na casa dela, fiquei tão orgulhosa de ver que pessoas honestas também podem vencer na vida... só que isso não é o padrão.

É muito mais fácil o "povo" se compadecer com a miséria de um colega que está na lama, para ser despejado de casa, do que sentir-se realmente feliz e celebrar a conquista, a alegria e o que deu certo. Eu estou louca, ou é isso mesmo? Gente honesta, esforçada e que com muita luta vence na vida, não tem vez! 

Se a pessoa está de cama, em fase terminal, dependendo de um milagre para passar a cada dia é a a maior mobilização de todo mundo. Se você é saudável, dane-se? Como assim? Que sentimento é esse? Lógico que temos que ser solidários, ajudar o outro e buscarmos o melhor não só para nós. Eu entendo e fico muito feliz com a comunhão dos problemas, da dor, das doenças, dos desgostos. Só que a comunhão da alegria não existe, não fora da sua casa.

Hoje é o aniversário do meu marido e a formatura do meu primo Bruno. Duas coisas muito importantes. Mas, eu tenho certeza que muito menos "importante" para alguns do que se os dois tivessem em uma situação de desgraça. Ai, eu não sei se estou me fazendo clara. Mas, a quantidade de pessoas que vão parabenizar meu primo pela sua formatura é infinitamente menor do que as que estariam do lado dele em qualquer atitude adversa. Entende?
Eu mesmo tenho para mim que os grandes amigos são aqueles que ficam ao nosso lado nos momentos de alegria e conquista. Não vá confundir com os interesseiros. Mas, ter alguém que seja capaz de partilhar da sua alegria, de verdade, com coração aberto é muito mais raro, do que quem faça um bingo beneficente se você estiver doente. Vai entender!

Desde que eu comecei a ter coragem de dizer que eu estava grávida QUASE NINGUÉM perguntava se eu estava bem, se eu estava feliz. Era só pergunta sobre dor, desconforto, vômito, preocupações futuras, problemas, aborto. Páááááááára, Brasil! Não é possível que a gente nasce para isso. 

Me deixa ainda mais intrigada as pessoas que vivem em situações desfavoráveis só para ter atenção. Inventam problemas para estarem na "mídia". Eu não critico não, sabe que parece que esse é o jeito mais fácil de ser amado. De sobreviver! Escolha andar na linha e estará sozinho, ou com apenas os poucos queridos.

Eu sempre penso sobre isso, lembro que na época da faculdade a minha turma passou um semestre boicotando as atividades do professor mais bonzinho. Os que iam deixar de DP, que gritavam, se estressavam a  gente fazia tudo. O único totalmente equilibrado e tranquilo só era "enrolado". Até que quase no final do semestre ele nos perguntou a quem estavamos enganando e que ele não ia mais fingir que não estava percebendo o nosso "jeitinho" de resolver o problema e muito menos se obrigar a agir como os outros professores para entrar na lista das prioridades.

O que eu aprendi na disciplina dele, enquanto conteúdo, nunca vai superar essa aprendizagem, foi uma lição de vida. Será da nossa natureza bajular os doidos, privilegiar os piores e nos encantarmos com as desgraceiras?

Vai, concorde comigo! 

Se você tem dois irmãos: um compreensivo e outro barraqueiro fulerento - Para quem você alivia?

Entre sua mãe e sua sogra: uma louca e a outra equilibrada - Na casa de quem você ceia no Natal?

Duas amigas, dois filhos, dois chefes: um fofo, educado, bonzinho e o outro arrogante, prepotente, carente - Quem você privilegia?  

Entenderam onde quero chegar, né? O meu professor da faculdade sempre ia entender, como ele era mais compreensivo, flexível e do bem. A gente fazia tudo para os amargos e nada para o mais doce.

Teve um dia que eu encontrei minha mãe e brincando disse que ia começar a concordar com todo mundo. "Nathália, está enjoando muito? Engordou muito? Está sentindo muita cólica?" Eu já estava pensando em responder que sim! Mas, eu consegui! Músiquinha da vitória para mim. Continuei humildemente dizendo. "Não, está tudo bem!" O problema é que depois vem os comentários piores ainda. É nessa hora que dá vontade de mentir e dizer que está péssima. Resolve. A pessoa fica feliz! Sério. É um absurdo, mas é verdade.

Bem, Garças a Deus, eu escrevi esse post apenas para mim mesma. Quero ler isso daqui um tempo e poder lembrar desses detalhes quando for tratar o outro! Eu só posso agradecer por cada dia da minha gestação e pelas pessoas incríveis que eu tive e tenho ao meu lado.

Sem ressentimentos, sem mágoas e com muita vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Ainda mais agora que vou acabar influenciando diretamente um ser humano. 

Hoje meus agradecimentos vão especialmente a minha família e para as meninas queridas. Todas em extinção:
  • Adriana Ávila
  • Andréa Hungria
  • Carina Menezes
  • Grace Kelly
  • Glauce Beltrão
  • Andreia Guiraldella
  • Nancy Blumenfeld
  • Kélcia Seidel 
  • Natália Namora
Cada uma de vocês me fez acreditar, por algum momento que pessoas incríveis ainda existem!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Olívia, Monet e Miró

Tem coisas que não valem a pena se preocupar antes da hora. Hoje, pela manhã, eu li num blog sobre as vantagens e desvantagens de ter pugs. As vantagens são TODAS, as desvantagens é (no singular mesmo) a queda de pelo. Pelo, pelo, pelo... Pelo amor de Deus. 

Poucos dias de vida, ainda no Canil.

Miró com três meses


Pugs tem dois tipos de pelo, aquele que ficam no corpo deles e os que ficam em todos os outros lugares do planeta. Tapete, sofá, roupas, poltronas, lençol, cozinha, banheiro. Tudo na minha vida é pelo de pug. T-U-D-O! Não adianta, o negócio voa, voa muito. Não a faxina, aspirador ou mandinga que se faça. É o ônus!

Uma das primeiras coisas que qualquer ser humano fala ao saber que estou grávida é "E os pugs?" Eu sempre penso "Estão bem!". Eu sei que não é disso que estão falando. Algumas pessoas são contra, outras completamente a favor. O que pensar sobre crianças e cães? 

Eu sempre brinco que o Monezinho vai demorar uns dois anos para saber que a Olívia é uma pessoa e que mora conosco! Mas, é brincadeira. Lógico que ele vai saber ouvir aqueles gritos que só as meninas dão a bebê desde o comecinho de sua vida. 

O Monet por ser cego é quem eu mais tenho medo. Toda criança que se aproxima, eu fico desesperada. Dou um pulo e peço para que não toque nele antes de se apresentar. Sabe como é? colocar a mãozinha fechada na frente do nariz dele, com cuidado, para não assustá-lo. É que ele nunca mordeu, nem machucou, mas gente, eles são cães. Isso não muda. 

Miró com quatro meses

Monet com quatro meses


Meu carinho e amor por eles somado a toda domesticação e frescura não faz que eles percam seus instintos. Principalmente, falando em crianças que não tem muito controle do tônus muscular e vivem dando uns bons cascudos na cabeça do Monet.

Ninguém na rua vai falar que a criança saiu correndo e deu um susto no meus pugs e eles se defenderam por medo, insegurança ou reação natural. Vai ser sempre o cão atacou a criança. Por isso, eles estão sempre presos, com a guia curta. Toda criança que encosta a gente apresenta cautelosamente ao Monet. Nunca aconteceu nada, mas pode acontecer. Ele gosta, quer ganhar carinho, cheirar tudo, lambe todo mundo. Maior fofura!

Já o Miró, aquela coisa delícia, quase nunca dá tempo de ter esses cuidados. Acontece que quando alguém ou qualquer coisa olha para ele, já era. Ele cai para cima, enche de lambida e fica apaixonado para sempre. O amor dele é super a primeira vista. Ele é carinho puro. Também é mais delicado do que o Monet. Dificilmente ele é abrutalhado. Quando eu vou orientar quem chega perto do Miró. Na maioria das vezes "Cuidado ele lambe e solta muito pelo" vem depois que a pessoa já está com a roupa perdida de pelo e toda babada, na face sempre. Ele é abusado.

Pugs com cinco meses

Os pugs tem personalidade muito diferente. Um sou eu, o outro é o marido! Não tem o que questionar quanto isso. É e pronto! Tanto que eles mesmo amando os dois, cada um tem o seu preferido, o seu lado de andar no carro e com quem gosta mais de passear. Vamos parar com essa mania de amo todo mundo igual. aqui nem os cães são obrigados a isso. O Monet gosta de mim, gosta muito, mas ele ama o Tiago. Aceito! Isso é com cão e com gente. Amor não tem jeito, a gente não escolhe muito. Acontece.

Diante de todo esse lero-lero vamos ao que interessa! Como será a vida da Olívia com os pugs? Como vamos fazer para ela não ser sufocada por todo esse pelo que povoa nossas vidas? Como vou continuar dando o carinho que dou a eles? O que fazer?

Monet com seis meses

Miró com seis meses

Sei lá, genteeeeee... quando chegar a hora eu penso nisso. Não vou ficar queimando neurônios com esse assunto. Quando for o momento, o de entrar aqui em casa com a Olívia, o marido e eu começamos a pensar sobre o que será melhor para nós cinco. Antes disso, vamos viver a alegria do HOJE.

Eu não posso me achar tão dona da razão a ponto de pensar que tenho qualquer poder de antecipar essa situação que não depende só de mim. Os cachorros tem a vida e a vontade deles, o marido a opinião dele, a    Olívia (muito antes do que eu imaginar) também vai ter a sua maneira de pensar sobre essa relação. 

Meus três príncipes. Pugs com sete meses!

A gente vai viver isso e não ficar teorizando sobre verdades absolutas do que fazer ou não fazer. Por hoje e pelo que temos combinado, nós quatro é que no começo vamos evitar. O contato vai vir com calma e sempre muito supervisionado. Não sei se tenho medo da força e 'destrambelhadisse' do ceguinho ou dos carinhos sem fim do cãozinho carente e meloso. Na dúvida, vamos com calma!

Tenho tantas dúvidas maiores que essa, e nem por isso estou desesperada. Para casos de pânico tem meu pai e meu irmão para me ajudar com os dois. Ai, é só a minha mãe ficar com a Olívia e o casal aqui ir ao cinema e depois sair para jantar. Brincadeira, mãe. 

Monet e meu pai Nilo.


Imagens para inspirar, a maioria dessas fotos foram enviadas por amigos aqui pela internet. Reunimos todas e agora, vamos observar SEM JULGAR. Cada um do seu jeito. O meu jeito vai ser o nosso jeito e isso, vemos depois :) Tem umas que eu acho legal, outras acho cedo demais. Vixe, já julguei! :)














Para finalizar umas foto dos três bebês da casa: Olívia, Monet e Miró. Minhas coisas maravilhosas!


Acho que nessa foto tanto os pingentes, quanto a Olívia tinham o mesmo tamanho :)





Dona Olívia, sua princesa :) Quase um ensaio de gestante!

Terça-feira, ontem, foi dia do padroeiro da nossa cidade: Santo Amaro. Com isso, marido e eu pudemos ficar juntinhos o dia todo, alegria sem fim. Nós tínhamos a ideia de fazer as fotos para o 5.º mês, afinal agora já parece que eu estou grávida :) Só que o dia acordou cinzento, no caso, eu amo, só que as fotos não ficam a mesma coisa. O céu fica meio branco, meio sem graça, sabe? Então, a gente fez as fotos na sala e sem produção. Nada de cabelo tratado, nem de unha feita, então, ficou bem mais ou menos.

Para sábado vamos tentar de novo. Acordar bem cedo e ver como está o tempo... quem sabe?

Fiquem com nossa primeira tentativa, lembrando que não há nenhuma intensão de parecer profissional e que a produção foi capenga total :) Sem pretensão de nada. Ainda falta o marido dar uma photoshop-ada  O básico, sabe? É que meu braço está descascando :( HUMP! Oh, tristeza. Mas, vamos no natural, afinal aqui é um lugar de Nathalisses. (É uma super Nathalisse deixar a pele destruída do sol, a beira de ensaios fotográficos, né Dani? Méééu Deus, já foram quase três anos).

Que cobrança é essa de sempre parecermos perfeitos, não? Eu não sou! Ninguém sabe melhor do que eu todos meus defeitos, que vão muito além dos físicos. A gente sempre sabe! Voltando ao assunto... vamos as fotinhas!

Dona Olívia, que nem nasceu e já é cheia de Olivisses, há 22 semanas e 2 dias nessa barriga :)

Clica na foto para AMPLIAR!















Eh, filha! de lembrar que tu era a minha ervilha. Como você cresceu. 


















E ae, gostaram? Bem, vamos ver se sábado a gente tem novidade por aqui. Seu os céus ajudarem :)

Obrigada pela visita.
Fico feliz de saber que tanta gente nos quer bem.
Não precisa ter vergonha de voltar. Relaxa que eu nem fico sabendo quem veio!